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Ciclone extratropical é o maior desastre natural relacionado às chuvas no RS, nos últimos 40 anos

16 mortes foram confirmadas, em decorrência do fenômeno e suas consequências

21 de junho de 2023

Foto: Maurício Tonetto / Secom

Chegou a 16 o número de pessoas mortas devido à passagem do ciclone extratropical no Rio Grande do Sul, no fim da semana passada. A 16ª vítima é um homem, cujo corpo foi encontrado na tarde de terça-feira, 20 de junho.

De acordo com a Defesa Civil do Rio Grande do Sul, a 16ª vítima foi encontrada em Caraá, no Litoral Norte do estado. Não há mais pessoas desaparecidas.

O mesmo município, que fica a 90km da capital Porto Alegre, registrou outras cinco mortes, das 16 totais. As demais vítimas fatais eram de Maquiné, Gravataí, São Leopoldo, Esteio, Novo Hamburgo, Bom Princípio e São Sebastião do Caí.

Além das mortes, o ciclone extratropical deixou 1.568 pessoas desabrigadas e 14.542 desalojadas, segundo os dados mais recentes da Defesa Civil do RS. A passagem do fenômeno atingiu 41 municípios.

Segundo o chefe do Departamento de Geografia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), professor Francisco Eliseu Aquino, ao portal G1, o calor acima do normal no mês de maio e a chegada do ar frio criaram condições para o surgimento do ciclone extratropical.

O fenômeno que atingiu o Rio Grande do Sul na semana passada é o maior desastre natural relacionado a chuvas intensas das últimas quatro décadas no Estado.

Desde 1980, não há registros de outro episódio que tenha acarretado tantas perdas humanas devido a enxurradas no Estado.

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