Economia

Catarinenses devem gastar mais na Páscoa 2026, com média de R$ 253 por pessoa

Segundo levantamento feito pela Fecormércio, média do custo em compras deve ser o maior desde 2018

9 de março de 2026

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Páscoa vem se aproximando e com isso muitos catarinenses já planejam suas compras para essa data comemorativa. Segundo pesquisa realizada pela Fecomércio SC, dados indicam que o gasto médio dos consumidores no estado deve ser o maior da série histórica, iniciada em 2018. De acordo com o levantamento da federação, o custo chegará a R$ 253,00, um aumento de 8,4% em relação ao ano passado. Descontada a inflação, o crescimento real fica em 4%.

Esse movimento também é favorecido pela ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para rendimentos de até R$ 5 mil, medida que tende a elevar a renda disponível. Além disso, 88% dos consumidores avaliam que sua situação financeira está melhor, fator que contribui para sustentar o aumento das despesas sazonais.

A pesquisa de Páscoa da Fecomércio é realizada em 7 cidades catarinenses. Neste ano, o maior gasto médio está projetado para Criciúma, com R$ 270, alta de 50% em relação ao ano passado. Na sequência aparecem Florianópolis, com média de R$ 268, Chapecó (R$ 266), Blumenau (R$ 265), Lages (R$ 260), Itajaí (R$ 243) e Joinville (R$ 197).

Entre as cidades pesquisadas, apenas Chapecó e Blumenau apresentaram gasto médio inferior ao registrado no ano passado.

Compras de véspera

A maioria dos consumidores pretende deixar as compras de Páscoa para os dias mais próximos da data comemorativa. Em 2026, 44,3% afirmam que devem realizar a maior parte das aquisições na semana da Páscoa, enquanto 18,9% planejam fazê-las na véspera. Isso indica que mais de 60% dos consumidores concentram suas compras na reta final.

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Por outro lado, 23% dizem que pretendem antecipar as compras em até duas semanas antes da data, e 5,3% planejam realiza-las com mais de duas semanas de antecedência. Um grupo ainda menor, de 4,3%, afirma adquirir os produtos com mais de um mês de antecedência. Já as compras feitas exatamente no dia da Páscoa representam 3,2% dos consumidores.

Tipos de chocolate

Os dados indicam predominância de produtos de fabricação industrial entre as preferências dos consumidores. Os ovos de Páscoa produzidos em escala lideram as intenções, com 36,8%, seguidos pelos chocolates industrializados em geral, que somam 33,7%.

Já os itens de produção artesanal aparecem com menor participação: os ovos desse tipo representam 15,8%, enquanto os chocolates artesanais em geral alcançam 11,9%.

Além dos chocolates, parte dos consumidores também pretende adquirir outros presentes, como brinquedos (10,7%), itens de vestuário ou calçados (5,4%) e flores (0,4%).

No momento do pagamento, o Pix se destaca como a principal modalidade utilizada, citado por 30% dos consumidores. Em seguida aparecem o pagamento à vista em dinheiro (20,7%) e o parcelamento no cartão de crédito (20,1%). O cartão de débito responde por 16,4% das intenções, enquanto o crédito à vista representa 10,8%.

Em relação ao local de compra dos chocolates, observa-se uma mudança relevante no comportamento de consumo entre 2025 e 2026. O comércio de rua, que havia alcançado 49,3% no ano anterior, recua para 34,2% em 2026, uma queda de 15,1 pontos percentuais.

Em movimento oposto, os supermercados avançam de 40,4% para 44,1%, retomando a liderança. As lojas de shopping centers registram a maior variação proporcional, passando de 3,3% para 12,7%. Já as compras pela internet também crescem, saindo de 3% para 6,6%, o maior percentual da série histórica.

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