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Campanha nacional coleta DNA de familiares de pessoas desaparecidas; veja onde doar

Força-tarefa nacional ocorre de 24 a 28 de agosto e contará com pontos de coleta no Vale do Itajaí

24 de agosto de 2026

Coleta de DNA por swab bucal (Foto: Imagem ilustrativa gerada por IA / Jornal de Pomerode)

Familiares de pessoas desaparecidas que ainda não realizaram a coleta de material genético poderão participar, entre 24 e 28 de agosto de 2026, da Campanha Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas. A mobilização será realizada em todo o país e contará com 334 pontos de coleta preparados para receber as famílias.

Esta é a quarta mobilização nacional do tipo. As ações anteriores ocorreram em 2021, 2024 e 2025. Embora a coleta de DNA seja realizada durante todo o ano nas instituições de perícia, a semana de mobilização busca ampliar o alcance do procedimento e possibilitar que mais famílias contribuam para a identificação de pessoas desaparecidas. No Vale do Itajaí, há pontos de coleta em Blumenau e Brusque.

Onde fazer a coleta no Vale do Itajaí

Blumenau
Instituição: Superintendência Regional de Polícia Científica em Blumenau
Endereço: Rua São Paulo, 1569 – Itoupava Seca – Blumenau/SC
Telefone: (47) 3378-8250
E-mail: srblu@policiacientifica.sc.gov.br
Responsável: Iury Alves e Silva

Brusque
Instituição: Núcleo Regional de Polícia Científica em Brusque
Endereço: Avenida Arno Carlos Gracher, 412 – Centro – Brusque/SC
Telefone: (47) 3251-8253 (somente WhatsApp)
Responsável: Rossana Aparecida Liberato Lessa

 

Confira a lista completa de pontos de coleta de DNA em todo o país: Veja todos os locais de coleta no Brasil

 

Como o DNA ajuda a encontrar pessoas desaparecidas?

O material genético coletado dos familiares é comparado com perfis de pessoas encontradas vivas ou falecidas que ainda não tiveram a identidade confirmada, cadastrados nos bancos estaduais, distrital e nacional de perfis genéticos. As comparações são realizadas continuamente para tentar identificar possíveis vínculos familiares.

A iniciativa representa mais uma ferramenta para auxiliar na localização e identificação de pessoas desaparecidas e pode ser especialmente importante para famílias que ainda não tiveram a oportunidade de fornecer material genético.

Coleta de amostra clínica em laboratório (Foto: Imagem ilustrativa gerada por IA / Jornal de Pomerode)

Quem pode doar?

A coleta é destinada a familiares de pessoas desaparecidas que ainda não tenham realizado o procedimento. Quem já doou material genético anteriormente para a perícia oficial não precisa fazer uma nova coleta.

O ideal é que a doação seja feita por familiares de primeiro grau. A ordem preferencial é:

  • pai e/ou mãe biológicos;
  • filhos biológicos e o outro genitor;
  • irmãos biológicos, filhos do mesmo pai e da mesma mãe.

Caso não seja possível seguir essa ordem, outros familiares também podem ser considerados.

O que levar para a coleta?

Para realizar o procedimento, o familiar deve apresentar:

  • documento de identidade;
  • informações do Boletim de Ocorrência do desaparecimento, como número, estado e delegacia;
  • uma cópia do BO, se possível.

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Também podem ser levados objetos pessoais da pessoa desaparecida que possam conter DNA, como escova de dente, dente de leite guardado ou cordão umbilical. Não é necessário estar em jejum. A coleta pode ser feita com um cotonete passado na parte interna da bochecha ou com uma gota de sangue retirada do dedo.

O DNA coletado é encaminhado a um laboratório oficial, onde o perfil genético é analisado e incluído nos bancos de DNA locais e nacional. O material é utilizado exclusivamente para a busca e identificação de pessoas desaparecidas.

A coleta também pode ser feita por familiares que estejam em cidades ou estados diferentes. Nesses casos, é importante informar a situação no ponto de coleta para que o registro seja realizado corretamente.

Não há prazo limite após o desaparecimento para fornecer o DNA. O importante é que exista um Boletim de Ocorrência registrado.

E depois da identificação?

Quando a pessoa desaparecida é identificada, o perfil genético utilizado na busca é retirado do banco de dados. A identificação é formalizada por meio de um laudo oficial, encaminhado à delegacia responsável pelo caso. A equipe policial entra em contato diretamente com a família para comunicar a identificação e orientar sobre os próximos passos.

A campanha ocorre de 24 a 28 de agosto, mas as coletas continuam disponíveis também fora do período de mobilização nas instituições oficiais de perícia.

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