Camerata de Florianópolis fará espetáculo gratuito em Pomerode
O espetáculo “As Quatro Estações”, do compositor Antonio Vivaldi, e Árias de Óperas, acontece no dia 4 de fevereiro, às 19h, no Teatro Municipal
Foto: Tóia Oliveira
A Camerata Florianópolis já deu o start nas suas apresentações e promete percorrer o Estado com seus belos concertos. E a segunda cidade a receber a orquestra em 2023 será Pomerode. O espetáculo “As Quatro Estações”, do compositor Antonio Vivaldi, e Árias de Óperas, acontece no dia 4 de fevereiro, às 19h, no Teatro Municipal, de forma gratuita e faz parte da programação dos 160 anos da imigração alemã em Pomerode.
Sob regência do maestro Jeferson Della Rocca, o concerto terá solos dos violinistas Talita Limas Alves, Iva Giracca, Gilson João Becker e Débora Remor e participação especial da soprano Carla Domingues.
Esta apresentação segue o mesmo padrão da série de eventos realizados no final do ano passado – entrada gratuita e livre -, com o objetivo de democratizar o acesso a este tipo de espetáculo nas diferentes regiões do Estado.
A produção é de Maria Elita Pereira e está sendo viabilizada através do Governo do Estado de Santa Catarina / Fundação Catarinense de Cultura, com o apoio local da Prefeitura Municipal de Pomerode e da Secretaria de Turismo, Cultura e Desenvolvimento Econômico.
SOBRE O COMPOSITOR E A OBRA
Antonio Vivaldi nasceu em Veneza (Itália) em 1678 e morreu em Viena (Áustria) em 1741. Foi ordenado padre, mas sua dedicação à música e a saúde frágil o desobrigaram de algumas funções correntes dos religiosos de seu tempo. Compôs 770 obras, entre as quais 477 concertos e 46 óperas, porém muitas delas ficaram no anonimato, assim como o compositor, até a primeira metade do século XX, quando foram descobertas em Turim e Gênova. “As Quatro Estações – Opus 8 da obra Il Cimento dell\””Armonia e dell’Invenzione”, de 1723, é a sua obra mais célebre.
No concerto nº 1, “A Primavera”, Vivaldi anuncia a chegada da época das flores, sugerindo o canto dos pássaros e o murmúrio das fontes, seguidos de uma tormenta, da volta das paisagens de sonhos e da festa camponesa que fecha o movimento com ninfas e pastores dançando sob o sol ameno da estação. Na segunda parte, “O Verão”, surgem outros pássaros, o vento boreal e seus riscos, os trovões e a tempestade que dizimou as plantações.
No Concerto nº 3, “O Outono”, o ambiente alegra-se outra vez com a colheita que traz festas e cantos de agradecimento. O vinho embala o camponês e o conduz ao sono, mas na sequência a caça eleva o tom dos instrumentos e o esforço dos solistas. Com “O Inverno” vêm a neve, os ventos gelados, o abrigo ao fogo e a chuva no lado de fora, num cenário que, apesar de inóspito, pode inspirar a alegria.