Cães e gatos nas escolas? Projeto de lei propõe adoção de animais na rede estadual de SC
Proposta prevê adoção facultativa de animais de estimação por escolas da rede estadual, com regras para garantir bem-estar animal, segurança da comunidade escolar e ações educativas
Foto: Imagem ilustrativa gerada por IA / Jornal de Pomerode
O Projeto de Lei (PL) 476/2026, em tramitação na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), pretende autorizar as escolas da rede pública estadual de educação a adotarem cães e gatos. De autoria do deputado estadual Marcius Machado, a proposta estabelece que a iniciativa será facultativa e deverá seguir uma série de diretrizes para garantir o bem-estar dos animais e a segurança da comunidade escolar.
Conforme o texto do projeto, as escolas poderão adotar apenas animais das espécies canina e felina. A prioridade deverá ser para cães e gatos em situação de vulnerabilidade, especialmente aqueles resgatados de abrigos ou que viviam em situação de rua, desde que estejam saudáveis e aptos para a convivência no ambiente escolar.
Entre as exigências previstas está a garantia de condições adequadas de abrigo, alimentação, higiene e acompanhamento veterinário. As unidades de ensino também deverão elaborar um plano de manutenção e monitoramento contínuo dos animais.
O PL 476/2026 determina ainda que a interação entre estudantes e os animais ocorra de forma segura, educativa e sempre sob supervisão de profissionais capacitados. O objetivo é estimular valores como respeito, empatia, responsabilidade e cuidado com os animais, preservando a segurança e o bem-estar de todos.
Outro ponto previsto na proposta é a realização de campanhas permanentes de conscientização sobre a guarda responsável de animais, por meio de atividades pedagógicas e parcerias com entidades de proteção animal. As escolas também deverão estabelecer procedimentos para o manejo dos cães e gatos e, caso não seja mais possível mantê-los na instituição, garantir sua realocação de forma ética, segura e responsável.
Objetivo da proposta
Na justificativa do projeto, o deputado Marcius Machado afirma que a medida busca promover o bem-estar animal e contribuir para o desenvolvimento emocional, social e educacional dos estudantes.
Segundo o parlamentar, a adoção de animais resgatados representa uma ação solidária que, além de oferecer uma nova oportunidade aos cães e gatos abandonados, proporciona experiências capazes de desenvolver a empatia, a responsabilidade e o cuidado com os seres vivos.
O texto também destaca que estudos e experiências em ambientes educacionais apontam benefícios da convivência responsável com animais, como o fortalecimento da autoestima, a redução do estresse e o desenvolvimento de habilidades sociais, incluindo respeito, colaboração e solidariedade.
Apenas cães e gatos
A proposta limita a adoção às espécies de cães e gatos por serem consideradas mais adaptadas à convivência com seres humanos e mais adequadas ao ambiente escolar. Conforme a justificativa, essas espécies apresentam características que favorecem uma interação segura com estudantes e profissionais da educação, além de possuírem necessidades de manejo compatíveis com a realidade das escolas.
O projeto ressalta ainda que a medida não cria uma obrigação para as unidades de ensino. A adesão será opcional e caberá a cada escola decidir se deseja participar da iniciativa, desde que cumpra todas as exigências previstas para assegurar o bem-estar dos animais e da comunidade escolar.
Caso o PL 476/2026 seja aprovado, caberá ao Poder Executivo regulamentar a futura lei.
*Com informações da Agência Alesc