Bebê encontrado morto, em Blumenau, veio a óbito por engasgamento por líquido, diz autópsia
Criança, de um ano e meio, foi encontrada morta na cama, na tarde de segunda-feira.
Foto: Polícia Civil / Divulgação/Arquivo
Assim que recebeu o caso sobre o bebê de um ano e meio, encontrado morto na tarde desta segunda-feira, 09 de dezembro, a delegada titular da Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso de Blumenau, Juliana Cintia de Souza Tridapalli, determinou à equipe de policiais que iniciassem as investigações.
Em contato com o médico legista da Polícia Científica, a delegada recebeu a informação, de forma extraoficial e preliminar, que a causa da morte do bebê foi por asfixia e não por sufocamento ou esganadura. E que, até o momento, os exames não apontaram indícios de violência sexual.
“Ainda não temos os laudos conclusivos, mas o primeiro resultado da autópsia apontou que a criança morreu por engasgamento com líquido, o que converge com o depoimento dos pais, de que alimentaram a criança e depois a colocaram para dormir, juntamente com a família”, disse a delegada.
Ela ressalta o trabalho minucioso dos peritos que colheram todos os materiais necessários para a realização dos laudos possíveis, a fim de demonstrar a mecânica e a causa da morte da criança. “Mas alguns resultados podem levar até 30 dias para serem concluídos”, explica
Em relação ao que foi divulgado sobre o pai ter apertado a criança contra o próprio peito para adormecê-la, o fato foi confirmado em depoimentos.
“Ambos disseram que isso teria acontecido uma única vez, há cerca de seis meses, e que o pai adotou tal atitude para que a criança adormecesse, sendo, inclusive, advertido pela mãe e pelo pediatra da família”.
Ainda segundo Juliana, a Polícia Civil trabalha em cima de todas as hipóteses possíveis e das provas que tem.
“Em nenhum, momento a Polícia Civil divulgou informações sobre violência sexual ou doméstica, pois não temos nenhum indício dessas situações. Inclusive, a família está bastante temerosa e com medo de comparecer no velório da própria filha, em razão do que vem sendo veiculado. Por isso, é importante cautela sobre o que é divulgado”, explica a delegada.
