Bandeira tarifária da conta de luz muda para vermelha em junho e traz aumento no custo da energia
Após meses na bandeira verde, consumidor enfrentará nova tarifa mais cara a partir de junho
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta sexta-feira (30) que a bandeira tarifária das contas de energia elétrica será alterada para a vermelha, no patamar 1, a partir do mês de junho. Com essa mudança, os consumidores terão um custo adicional de R$ 4,463 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.
De acordo com a Aneel, o aumento dos custos está ligado à redução da geração de energia hidrelétrica no país, que está abaixo da média para o período. O Operador Nacional do Sistema (ONS) indicou afluências menores nos reservatórios, o que exige maior acionamento das usinas termoelétricas — fontes mais caras de energia.
“Com o fim do período chuvoso, a previsão de geração de energia proveniente de hidrelétricas piorou, o que poderá demandar maior acionamento das usinas termelétricas, que possuem energia mais cara”, explicou a Aneel.
Desde dezembro de 2024, a bandeira tarifária estava no patamar verde, sem acréscimos na conta de luz, devido às condições favoráveis de geração de energia. Em maio, a Aneel havia acionado a bandeira amarela em razão da transição para o período seco, que tradicionalmente apresenta menor volume de chuvas e vazões.
Como funcionam as bandeiras tarifárias?
O sistema de bandeiras tarifárias foi criado pela Aneel em 2015 para refletir os custos variáveis da geração de energia elétrica. Ele indica quanto está custando para o Sistema Interligado Nacional (SIN) gerar a energia consumida em residências, comércios e indústrias.
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Bandeira verde: sem acréscimo na conta de luz;
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Bandeira amarela: acréscimo de R$ 1,885 para cada 100 kWh consumidos;
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Bandeira vermelha: dividida em dois patamares, com acréscimos de R$ 4,463 (patamar 1) e R$ 7,877 (patamar 2) para cada 100 kWh consumidos.
Com a mudança para a bandeira vermelha em junho, os consumidores precisam se preparar para o aumento no valor da energia, que impacta diretamente no orçamento doméstico.