Avião que caiu no Rio Grande do Sul teria partido de Santa Catarina
Aeronave caiu sobre restaurante em área residencial de Capão da Canoa
Foto: Reprodução
Um avião monomotor caiu na manhã desta sexta-feira, dia 03 de abril, sobre um restaurante no bairro Parque Antártica, em Capão da Canoa, no litoral norte do Rio Grande do Sul, deixando quatro pessoas mortas. A aeronave teria partido de Forquilhinha, no Sul de Santa Catarina, onde realizou uma parada para abastecimento antes de seguir viagem.
De acordo com a Brigada Militar do Rio Grande do Sul, o avião voava em baixa altitude quando começou a perder altura, colidiu com um poste e caiu em uma área residencial. O impacto provocou um incêndio imediato no restaurante atingido, que estava vazio no momento da queda.
Equipes da Brigada Militar do Rio Grande do Sul, Defesa Civil do Rio Grande do Sul, Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul, CEEE Equatorial e da prefeitura foram mobilizadas para o atendimento da ocorrência.
Quatro mortes confirmadas
Segundo a atualização mais recente das autoridades, havia quatro pessoas a bordo da aeronave, sendo dois pilotos e dois passageiros, e todos morreram no acidente. Entre as vítimas estão o piloto, um casal e uma quarta pessoa que ainda não teve a função confirmada.
Parada em Santa Catarina e dúvidas sobre o voo
Informações preliminares indicam que a aeronave fez uma parada técnica em Forquilhinha para abastecimento antes de seguir para o litoral gaúcho. Ainda não há confirmação oficial sobre a origem inicial do voo.
Dados do Registro Aeronáutico Brasileiro, vinculados à Agência Nacional de Aviação Civil, apontam que o avião, um modelo Piper PA-46-350P de matrícula PS-RBK, possuía certificado de aeronavegabilidade válido até maio de 2026. No entanto, a aeronave estava registrada na categoria de serviço aéreo privado, o que não permite o transporte remunerado de passageiros.
A presença de passageiros levanta questionamentos sobre a natureza da operação realizada no momento do acidente.
Investigação em andamento
As causas da queda ainda serão apuradas. O Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos já iniciou os trabalhos periciais para identificar os fatores que levaram à perda de altitude.
Além das possíveis falhas mecânicas ou humanas, a investigação também deve analisar se houve descumprimento das normas operacionais vigentes, especialmente em relação ao tipo de serviço realizado pela aeronave.