Esporte

Atletas de Pomerode encaram um dos maiores desafios do Brasil na Rio do Rastro Marathon

Considerada a prova de estrada mais difícil do país, a maratona percorre um dos cenários naturais mais impressionantes do mundo

16 de maio de 2026

Foto: Divulgação

Um grupo de atletas de Pomerode estará presente em uma das provas mais desafiadoras do país neste fim de semana. O Grupo de Corrida Olympia participa da edição 2026 da Rio do Rastro Marathon, levando 17 corredores para encarar as curvas e a altimetria da icônica Serra do Rio do Rastro, em Santa Catarina.

A competição ocorre nos dias 16 e 17 de maio e reúne atletas de diversas regiões do Brasil em percursos que exigem preparo físico, resistência e superação. Considerada a prova de estrada mais difícil do país, a maratona percorre um dos cenários naturais mais impressionantes do mundo, cercado por paredões rochosos, mata atlântica e mudanças climáticas repentinas.

A prova conta com diferentes distâncias. No sábado (16), acontecem as disputas de 12 e 25 quilômetros, com largada em Lauro Müller. Já no domingo (17), ocorre a maratona principal de 42 quilômetros, saindo de Orleans em direção ao topo da serra, em Bom Jardim da Serra. Os atletas que realizam as duas provas, de 25km e 42km, estarão dentro do grupo do Desafio.

Segundo o treinador do grupo, Rodrigo Dias, a participação tem um significado especial para os atletas pomerodenses.

“Fomos o primeiro grupo de corrida de Pomerode a participar do desafio (25+42 quilômetros). É gratificante poder retornar e saber que pudemos incentivar a participação de outros atletas da cidade”, destaca.

O grande diferencial da prova está na altimetria extrema. Na maratona, os atletas enfrentam um ganho de elevação de aproximadamente 2.600 metros, além das famosas 284 curvas da SC-390, muitas delas em formato de cotovelo, que desafiam não apenas a resistência muscular, mas também o aspecto psicológico dos corredores.

Além das subidas intensas, os participantes precisam lidar com mudanças bruscas de temperatura, ventos fortes, baixa concentração de oxigênio em grandes altitudes e o desgaste causado pelo rígido pavimento de concreto da serra.

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