Esporte

Atleta pomerodense é um verdadeira apaixonada por corridas e aventuras

Atleta de nossa cidade vence Corrida de Aventura, em meio a condições climáticas muito adversas. Mas, nem por isso, pensou em desistir um minuto sequer.

29 de novembro de 2017

Uma corrida de Aventura, com um percurso de 28 quilômetros de muitas subidas (altimetria 1.600m), nas piores condições possíveis, em meio à trovoada, riachos, muita chuva, subidas com cordas e descidas, onde o primeiro objetivo era não cair. Pois assim foi a Ultra Trail Celebration, em Blumenau, no sábado, 18 de novembro. E, claro, teve pomerodense fazendo bonito. Cristina Dumke superou todas as adversidades e chegou na primeira colocação geral, entre 50 participantes, no tempo de 03:53’.

Confira a entrevista que a atleta concedeu ao JP Esporte, falando sobre a conquista e a motivação de enfrentar condições tão duras, em nome do esporte.

JP Esporte – O que representa esse resultado pra você?

Cristina Dumke – Este troféu tem sabor especial, pela dureza da prova e pelas condições climáticas que enfrentamos. Não conhecia o percurso, por este motivo, considerei a prova difícil. Foram subidas muito fortes, nas quais as panturrilhas “reclamaram”, levei alguns tombos devido à lama. Mas, ao mesmo tempo, foram essas dificuldades que tornaram a prova divertida e desafiadora. Quanto ao primeiro lugar, eu realmente não esperava, fui em um ritmo mais tranquilo nos primeiros quilômetros, pois sabia o que iria enfrentar mais pra frente. Nas descidas, fui com tudo, mas também curti a paisagem e fiz algumas reflexões no percurso. Apenas no último trecho me dei conta que estava em primeiro, foi quando escutei, ao microfone, que logo chegaria o primeiro lugar feminino dos 28k.

JPE – O que sentiu neste momento?

CD – Fiquei feliz, sim, mas a experiência é mais importante que qualquer classificação. Essa prova representou muito para mim, pois a emoção de desafiar-se e de cruzar a linha de chegada não tem preço. Foi inevitável conter as lágrimas, vendo a família e treinadora vibrando com a minha chegada.

JPE – Fale como foi essa prova, em específico?

CD – Foi a mais dura que eu já fiz. Achei que seria mais fácil, todavia, quanto mais difícil, maior a satisfação na linha de chegada. A chuva intensa deixou o terreno do jeito que tinha que ser: com muita lama (risos). A história dessa prova é longa, mas o que eu posso resumir para vocês é que, apesar das dificuldades, sofrimento e as dores, conheci mais uma porção daquelas pessoas especiais do mundo das corridas. Sem contar que a natureza estava, realmente, espetacular e foi um incentivo a mais! Foi um imenso aprendizado do quanto sou frágil e forte ao mesmo tempo, pois, em um curto espaço de tempo, chorei, cansei, caí, sorri, levantei, corri… 

JPE – Você fez alguma preparação especial?

CD – Continuo fazendo meu treino funcional, diariamente, na Bella Fit Personal Studio, com a professora Ângela Kreitlow, que organiza meus treinos visando o fortalecimento e a resistência para a prevenção de lesões. Aos fins de semana, costumo participar de corridas de rua nas cidades vizinhas, o que acaba sendo um baita treino. E quando ainda assim sobra um tempo, intercalo pedaladas com meu esposo. Minha dica para quem quer começar uma Corrida de Trail é, antes de qualquer coisa, gostar de correr prova de montanha. Neste tipo de modalidade, vive-se “intensamente” a corrida, como enfiar o pé na lama literalmente, cair de cabeça, joelhos, braços e tudo mais, e não ter medo de se arriscar. O treinamento para essas provas é mais pesado, pois elas exigem muito mais do seu corpo e da mente.

JPE – Haverá mais alguma competição esse ano ou, agora, é descansar e curtir umas “férias”?

CD – Para quem ama esporte, é difícil pensar em descansar (risos). Este ano, ainda, pretendo participar ainda de mais duas corridas de rua.

JPE – Outras considerações.

CD – Cada corrida é uma sensação diferente. Tem algumas que parecem ser mais duras, então, vou rezando, mentalizando coisas boas; já outras são mais tranquilas, parece que ficam até mais rápidas. Ao cruzar a linha de chegada, a sensação é sempre única. Uma gratidão imensa a Deus e ao Universo sempre. Por isso, sou muito grata às pessoas que mais me incentivam nessa jornada: meu esposo, minha família e minha treinadora e amiga Ângela, que acreditam e incentivam muito o esporte, orientando e preparando meus treinos com muita garra e determinação. Sem o apoio deles, nada disso seria possível!

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