Esporte

As mãos como instrumento de trabalho

No Dia do Goleiro, comemorado na quinta-feira, pomerodense relata a sua paixão em atuar debaixo das traves

29 de abril de 2018

Ir de herói a vilão em apenas alguns segundos. Essa é a sina dos goleiros, considerada, por muitos, uma das posições mais “ingratas” do futebol. Mas não pelos próprios, que têm nas suas mãos o destino de um time inteiro. Tanto que existe um dia específico para eles: 26 de abril, quando é comemorado o Dia do Goleiro.

Goleiros existem muitos, principalmente em nossa cidade, com grande destaque nos campeonatos em que participam. Mas, como não podemos conversar com todos eles (senão teríamos que fazer um jornal inteiro dedicado a este assunto), a redação do Jornal de Pomerode entrevistou o atual arqueiro campeão do Bairros. 

Anderson Erdmann, atualmente, defende o time do Nacional. Ele conta que sempre jogou no gol e que os Jogos Estudantis foram os responsáveis por propagar essa sua paixão. “Sempre fui ‘espoleta’ na escola, sem medo de nada. E foi ali, nos Jogos Estudantis de Pomerode, onde tudo começou, sendo campeão e vice. Meus pais sempre me apoiaram e acho que isso foi a base de tudo”.

Erdmann vem se destacando debaixo das traves e já defendeu diversas equipes, tanto no Futebol 7 Society (Nós da Tifa, Neópolis, Vale do Selke, Futuro, Nacional e Flamengo / Duplanet, de Jaraguá do Sul), quanto no Futebol de Campo (Caramuru, Vera Cruz e Atlético Pomerodense) e, até mesmo, no Futsal (Grêmio Wunderwald, Independente, Inter e Kriptonita). “Um goleiro tem que ser polivalente, para poder conseguir superar as diferenças nos pisos. O Futsal é um jogo rápido, por isso, temos que estar sempre ligados. Já o Futebol 7 é mais cadenciado, onde você tem um espaço maior para agir. E o no campo, é preciso ter muita noção de tempo de bola. Dificuldades, todos nós temos, mas a humildade supera tudo. A maior dificuldade que tenho, talvez, seja controlar a ansiedade e o nervosismo durante os jogos”, enfatiza. 

O atual vencedor do Campeonato Integração de Bairros diz que ganhar este título foi muito emocionante, em virtude das dificuldades que se apresentaram ao longo do caminho. “Quando você entra em uma competição, entra pra ser campeão. E como fomos derrotados em casa, parecia algo impossível. No entanto, conseguimos fazer um grande jogo na volta e eu pude ajudar a equipe com excelentes defesas. Ganhar foi o momento do dever cumprido, de agradecer a Deus e às pessoas que estavam com a gente a cada momento”, diz, acrescentando que, diante desta condição, a responsabilidade aumentou. “Mas busco sempre meu máximo, evoluindo a cada jogo e ajudando o time a buscar a vitória, sempre”.

Erdmann destaca que a sua inspiração sempre foi um grande arqueiro italiano. “Ídolo é aquele que realiza grandes defesas, que marca você quando o assiste, que lhe espanta a cada intervenção. Diante disso, o meu é Gianluigi Buffon. Quando jogava Palystation, ele era sempre a minha primeira escolha”.

Com relação ao futuro, o goleiro pomerodense é enfático. “O futuro a Deus pertence (risos). Mas procuro me preparar sempre, me manter unido, cada vez mais, com as pessoas que me apoiam e ser quem sempre fui, humilde e feliz. Por isso, só tenho a agradecer, pelos bons momentos que vivi e que ainda vou viver, no futebol. À minha família, em especial, ao meu pai, que faz eu crescer como jogador e como pessoa, sempre me apoiando. E a Deus, pois sem ele, nada disso estaria acontecendo”, finaliza.

 

Origem da data

O Dia do Goleiro foi criado em homenagem a Aílton Corrêa Arruda, mais conhecido como “Manga”, consagrado como um dos melhores goleiros da história. Nascido em 26 de abril de 1937, defendeu times como Sport, Botafogo, Porto Alegre, Coritiba, Grêmio, entre outros. Com grande talento, claro que não poderia deixar de defender a Seleção Brasileira, em amistosos e em Copas do Mundo.

A ideia surgiu em 1975, a partir de uma iniciativa dos professores da Escola de Educação Física do Exército do Rio de Janeiro, Raul Carlesso e capitão Reginaldo Pontes Bielinski. Carlesso foi o preparador físico da Seleção Brasileira durante a Copa do Mundo de 1974, sendo o pioneiro em desenvolver uma preparação especial para os goleiros no Brasil.

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