Saúde

Anvisa suspende medicamento para insuficiência cardíaca e proíbe venda de dezenas de produtos irregulares

Medida publicada no Diário Oficial da União determina a suspensão de lotes do Cloridrato de Dobutamina e o recolhimento de produtos sem registro ou fabricados por empresas sem autorização sanitária

2 de julho de 2026

Foto: Envato Elements/Imagem Ilustrativa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, nesta quinta-feira, dia 02 de julho, uma série de medidas sanitárias que determinam a suspensão de um medicamento utilizado no tratamento de insuficiência cardíaca e proíbem a fabricação, comercialização, distribuição, divulgação e uso de dezenas de produtos considerados irregulares.

As determinações constam na Resolução nº 2.600/2026, publicada no Diário Oficial da União (DOU).

Medicamento para insuficiência cardíaca é suspenso

A Anvisa determinou a suspensão da venda, distribuição e uso do Cloridrato de Dobutamina – 12,5 mg/mL solução injetável, produzido pela Hypofarma – Instituto de Hypodermia e Farmácia Ltda. (CNPJ: 17.174.657/0001-78).

Segundo a Agência, foi confirmado um desvio de qualidade em alguns lotes do medicamento. As irregularidades identificadas incluem a presença de precipitados, partículas suspensas, cristalização e alteração de cor, com aspecto turvo, avermelhado ou amarronzado.

A suspensão atinge os seguintes lotes:

  • 25071640;
  • 25071641;
  • 24071684;
  • 24092132.

Produtos sem registro também são proibidos

Além da suspensão do medicamento, a Anvisa determinou o recolhimento de produtos que não possuem registro, notificação ou autorização sanitária, bem como daqueles fabricados por empresas sem Autorização de Funcionamento.

Entre as empresas atingidas está a Supra Ervas Bebidas e Alimentos Ltda. (CNPJ: 20.050.136/0001-13), que teve proibidas a fabricação, distribuição, comercialização, divulgação e uso de todos os lotes de diversos produtos das linhas Bios 7 e Supraervas, incluindo extratos concentrados de Aloe Vera, Ginseng, Cavalinha, Alcachofra, Centella Asiática, Dente de Leão, Valeriana, Maca Peruana, Hibisco, Cúrcuma, Gengibre, Camomila, Castanha-da-Índia, Unha-de-Gato, Salsaparrilha, Sene, Crataegus, Alcaçuz, Laranja Amarga, Sálvia, Goji Berry, Amora Branca, Hipérico (Erva-de-São-João) e o produto Aloe Vera Max.

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Também foram proibidos os produtos Lipodrene, Tribulus Terrestris, Stimerex ES, Ostarine e Cardarine, fabricados pela empresa Primenutri Comércio Virtual Ltda. (CNPJ: 22.483.207/0001-05).

Oxigênio medicinal também é alvo da medida

A resolução alcança ainda a BG Cryo Indústria de Gases Ltda. (CNPJ: 74.481.011/0007-62), que, segundo a Anvisa, produz oxigênio medicinal sem o devido licenciamento sanitário.

Linha Greenora também terá produtos recolhidos

Outra empresa atingida pela medida é a Segredos da Terra Cristais Ltda. (CNPJ: 41.607.798/0001-11). A Anvisa determinou o recolhimento de diversos produtos da linha Greenora, entre eles:

  • Cartilagem de Tubarão;
  • Uva Ursi;
  • Cogumelo do Sol;
  • Isoflavona;
  • Berinjela;
  • Elixir de Inhame;
  • Sete Sangrias;
  • Boldo do Chile;
  • Óleo de Copaíba;
  • Maca Peruana;
  • Berberina;
  • Abajeru;
  • Catuaba;
  • Glucomannan;
  • Mamacadela;
  • Carvão Vegetal Ativado;
  • Dente de Leão;
  • Insubiotic;
  • Uriclean;
  • Composto Digestivo;
  • Composto Laxante;
  • Isoflavona com Amora Miúra;
  • Berinjela com Alcachofra;
  • Hibisco + Ginseng;
  • Ginkgo Biloba + Ginseng;
  • Hibisco + Cavalinha;
  • Mulungu;
  • Alcachofra;
  • Sene;
  • Castanha-da-Índia;
  • Centella Asiática;
  • Pata-de-Vaca;
  • Melão-de-São-Caetano;
  • Passiflora incarnata;
  • Ginkgo Biloba.

De acordo com a Anvisa, todos os produtos abrangidos pela resolução não podem ser fabricados, comercializados, distribuídos nem utilizados enquanto a medida estiver em vigor.

A Resolução nº 2.600/2026 foi publicada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (02).

 

Fonte: Agência Nacional de Vigilância Sanitária 

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