Anvisa recolhe suplementos de creatina, BCAA e beta alanina; veja a lista
Agência também determinou a suspensão de todos os suplementos fabricados por uma empresa após identificar falhas graves de qualidade e irregularidades na rotulagem
Foto: Imagem ilustrativa gerada por IA / Jornal de Pomerode
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, na última sexta-feira (19), medidas que determinam o recolhimento e a suspensão da comercialização de suplementos alimentares após a identificação de irregularidades em processos de fabricação, qualidade e divulgação dos produtos.
Entre os casos está o recolhimento voluntário de lotes específicos de suplementos fabricados pela IDNLABS Indústria Pharmaceutical & Food Supplements Ltda. A empresa iniciou a retirada do mercado dos seguintes produtos:
- Suplemento Alimentar de Creatina em Pó (lotes 0148.05.2025, 0285.05.2025 e 0147.05.2025);
- Suplemento Alimentar em Comprimidos BCAA 2-1-1 (lotes 003.01.2025, 004.01.2025 e 044.01.2025);
- Suplemento Alimentar em Pó Beta Alanina (lotes 0267.08.2025, 0149.05.2025 e 079.02.2025);
- Suplemento Alimentar de Multivitamínicos e Multiminerais em comprimidos revestidos (lotes 005.01.2026 e 0211.07.2025).
De acordo com a Anvisa, testes de qualidade identificaram diversos problemas nos produtos, incluindo quantidades de ingredientes abaixo das informadas nos rótulos, recomendações de uso acima dos limites permitidos pela legislação e divulgação de alegações não autorizadas.
A suspensão da venda, distribuição e uso desses suplementos foi formalizada por meio da Resolução nº 2.149/2026, publicada no Diário Oficial da União (DOU).
Todos os produtos de outra fabricante foram suspensos
Além da medida envolvendo os lotes específicos da IDNLABS, a Anvisa também determinou o recolhimento e a suspensão da venda de todos os suplementos alimentares fabricados pela Sanibras Medicamentos e Nutrição Ltda.
A decisão abrange todos os lotes e todos os produtos da empresa. A resolução estabelece que os suplementos não podem ser fabricados, comercializados, distribuídos, divulgados ou utilizados até 12 de junho de 2026.
Segundo a agência, uma inspeção sanitária identificou graves e sistêmicas não conformidades relacionadas às Boas Práticas de Fabricação e ao sistema de garantia da qualidade da empresa.
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Entre os problemas constatados estão a ausência de estudos de estabilidade para comprovar a manutenção da identidade, qualidade e segurança dos produtos durante o prazo de validade, além de falhas nos procedimentos para prevenir contaminação e contaminação cruzada.
A Anvisa também verificou que materiais publicitários, meios de divulgação e rótulos dos produtos apresentavam alegações terapêuticas, funcionais e de saúde não autorizadas pela legislação sanitária.
A medida foi publicada na Resolução nº 2.418/2026 do Diário Oficial da União.
A orientação da agência é para que consumidores e estabelecimentos interrompam o uso e a comercialização dos produtos atingidos pelas resoluções e acompanhem as informações oficiais sobre os procedimentos de recolhimento.