Comunidade

Amor pela vida no campo

Mário Turinelli revela o amor pela vida na “roça” e o cuidado com suas plantações e criações

27 de março de 2021

A vida no campo sempre foi o que Mário Turinelli, de 69 anos, quis manter. Desde criança, ele vivia na propriedade da família e cresceu cercado pelas plantações e criação de animais. Aos 20 anos, ele precisou deixar de trabalhar na “roça”, para atuar na indústria, mas nunca esqueceu as raízes do interior.

“Eu trabalhei por 36 anos e oito meses fora e daí voltei para a roça. Aqui nós moramos há nove anos, depois que eu comprei o terreno do meu sogro, Alceste Pedrini. Agora temos plantação e criação de animais aqui, com quatro cabeças de gado, três porquinhos e 12 frangos”, conta o aposentado.

Nas plantações, Turinelli conta que cultiva um pouco de tudo, com batata, feijão, chuchu, milho e aipim, por exemplo, apenas para o consumo da família. E, há duas semanas, a colheita do aipim novamente surpreendeu. No dia 07, Turinelli, colheu duas raízes de aipim gigantes, uma com 1,75m de altura e 10kg; e a outra com 99cm de altura e seis quilos. 

 

 

“Acredito que seja a terceira vez que colhemos um aipim maior. Há dois anos, tivemos um de 1,40m. Ano passado tinha de um 1,10m. E agora tivemos este de 1,75m. E é curioso que a colheita foi praticamente o mesmo lugar, pois é uma terra muito boa, própria para cultivar aipim”, relata Turinelli.

A esposa, Leonilda Turinelli, com quem é casado há 48 anos, ajuda sempre no cuidado com o jardim e com a casa. “Eu não tenho condições de ajudar na roça, porque eu já fiz 12 cirurgias, uma mais pesada que a outra. Mas eu tento sempre ajudar ele com as flores e com o serviço dentro de casa”, conta Leonilda.

O casal afirma que, desde o início de sua vida a dois, tentava manter o contato com a natureza. Mário e Leonilda moraram de aluguel por quatro anos, e mesmo assim mantiveram uma cabeça de gado, pelo menos. “Fomos criados assim, então era algo que gostávamos de manter”, destaca a esposa.

 

Leonilda e Mário falam com carinho do gosto pela vida no interior. (Foto: Isadora Brehmer / Jornal de Pomerode)

 

“Isso era algo de que eu sentia falta enquanto trabalhava fora, da roça, porque era acostumado com isso. Não vi a hora de ter um fim de semana, para ir trabalhar na roça com meu pai”, relembra Turinelli.

A rotina do casal e de Mário Turinelli inicia, geralmente, a partir das 7h30min, quando ele começa a cuidar da propriedade. Ele segue no serviço até mais ou menos 10h30min e retorna no fim da tarde, quando o calor diminui. “Nós fazemos sempre o que conseguimos, não adianta se esforçar demais. Mas eu sempre gostei de trabalhar no campo. Adoro cuidar da roça, dos animais, é algo que eu gosto muito, de plantar, fazer as limpezas, cuidar dos bichinhos”, enaltece Turinelli.

O casal relata, também, que a família sempre fui unida e que aos fins de semana o programa é receber os filhos e suas famílias. 

“Todo domingo tem um filho que vem nos visitar. E agora na pandemia, quando eles vêm, ficamos bem separados, sem contato e nada de festa. Só aquela visitinha rápida, de um dos nossos três filhos, Jaime, Carmem e Luciana, e dos nossos quatro netos”, afirmam.

 

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