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Amor de mãe e filha: um ingrediente precioso

Mãe conta como o sonho da filha a incentivou a criar um negócio de bolos e doces, que no futuro poderá ser um legado para a menina

11 de maio de 2025

Foto: isadora Brehmer / JP

O desejo de uma mãe de realizar o sonho da filha, que se tornou um empreendimento familiar. Eloah Sophia Alves de Medeiros, de 10 anos, gosta tanto da área da confeitaria que já tem um objetivo definido para o futuro: ter uma doceria. Inspirada por este sonho, a mãe dela, Josiela Eyng decidiu criar um pequeno empreendimento para a família, a Doceria Mãe e Filha, no ano passado.

“Eu tive um quadro de ansiedade e depressão. Por conta disso, passei uma semana internada e, por estar trabalhando informalmente, não iria receber por estes dias. Como a Eloah tem este sonho de ter uma doceria, quando recebi alta, decidi que iria começar a ensiná-la a preparar bolos e doces, para depois vendê-los e, assim, ter uma renda extra”, conta Josiela.

O nome foi uma criação das duas e o processo de produção e venda dos bolos e doces virou um momento em família, já que o outro filho de Josiela, Pablo Eduardo Alves de Medeiros, também ajuda na comercialização dos produtos da Doceria.

Hoje, segundo a mãe, toda a parte de massas é feita por Eloah, que já tem conhecimento de proporção dos ingredientes e também da utilização da batedeira, sempre sob supervisão de Josiela. Enquanto isso, é a mãe que prepara tudo o que precisar de cozimento, como brigadeiros, pudim e coberturas.

“O que eu mais gosto de fazer é o bolo Red Velvet. Nós também fazemos doces sem lactose, pois uma prima minha é intolerante, então sabemos que é importante ter opções assim. Também preparamos doces sem açúcar”, conta Eloah.
Josiela afirma que incluir a filha em tudo o que envolve a Doceria também é positivo para estimular outros aprendizados. “Além de ela aprender a cozinhar, ou seja, saber o preparo correto das coisas, a Eloah também aprende sobre a parte financeira, já que ajuda nas vendas, na contagem do dinheiro, aprende sobre a organização do caixa e me ajuda nas compras. Assim ela ganha conhecimento sobre o cuidado com o dinheiro”, afirma.

Segundo a mãe, a produção normalmente é feita nos dias em que está de folga do seu trabalho, sempre com a ajuda de Eloah. Em algumas oportunidades, a menina, acompanhada do irmão, vende os doces para vizinhos da rua onde a família reside.

Foto: Isadora Brehmer / JP

 

Outro ponto importante que Eloah tem a chance de aprender, caso futuramente seja a proprietária da Doceria, é a necessidade de buscar criar coisas novas com frequência.

“Sempre incentivo a criatividade dela, pois é necessário inovar e buscar coisas novas. Por exemplo nas férias de fim de ano nós fomos para a casa de familiares e a Eloah aprendeu duas receitas novas com a minha madrinha, de bolo de limão e bolo de cenoura. Quando tentamos preparar, em casa, eu a incentivei a pensar em um toque diferente. Então criamos o ‘blue velvet’, com a coloração azul no bolo, ao invés do vermelho”, comenta.

Josiela destaca que, embora Eloah ajude no preparo dos doces e acompanhe a parte financeira da Doceria Mãe e Filha, as prioridades continuam sendo os estudos e as brincadeiras, assim como toda a criança.

“Eu estudo na Escola Almirante Barroso e tenho aula à tarde. Quando estou em casa, se tenho tarefa, faço isso primeiro e só depois ajudo nos doces. Também tenho os meus horários de brincar. Minha mãe sempre diz que não posso baixar as minhas notas, que preciso continuar estudando e me dedicando à escola”, destaca Eloah.

Para Josiela, o apoio da família em relação à Doceria Mãe e Filha sempre foi constante e são os familiares os que mais adquirem os produtos. Além disso, o objetivo continua sendo, um dia, se o desejo de Eloah permanecer assim, transmitir a propriedade da doceria para a filha.

A mãe ainda comenta que, além de proporcionar a renda extra à família, a produção para a Doceria Mãe e Filha tem um valor ainda mais especial, já que proporciona momentos únicos, de interação entre ela e os filhos, que produzem memórias inesquecíveis.

“Antes, eu trabalhava de segunda a segunda, praticamente, tinha apenas a sexta-feira de folga, tínhamos pouco tempo junto. Com a produção para a Doceria, tenho mais tempo com meus filhos, e acabou se tornando uma forma de termos mais momentos em família. Enquanto estamos fazendo os doces, temos tempo para conversar, vivemos experiências juntos, e assim ficamos mais próximos, mais unidos, com uma relação ainda melhor. Também fico feliz em poder aproveitar para incentivá-los a se dedicarem para alcançarem os próprios sonhos, sem desistir por cansaço, críticas ou dificuldades”, finaliza.

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