Alunos de Pomerode recebem aulas sobre educação sexual visando prevenir violência
Educadora em Sexualidade, Monica Schoene, é idealizadora do Projeto Caminhar Seguro
Foto: Divulgação
Com o objetivo de orientar e desmistificar a educação sexual e proteger crianças e adolescentes, a prefeitura de Pomerode, por meio da Secretaria de Educação e Formação Empreendedora (SEFE), realizou aulas com Monica Schoene – Educadora em Sexualidade, e idealizadora do Projeto Caminhar Seguro.
Mônica é graduada em Ciências Biológicas pela Universidade da Região de Joinville (2001), e durante a universidade começou seus trabalhos na área de Educação em Sexualidade. Especializou-se em Sexualidade Humana, Educação Menstrual, Psicologia e Saúde e Educação em Sexualidade.
Com mais de 20 anos de experiências e vivências, Monica é conferencista internacional, desenvolvedora de projetos para crianças, adolescentes e adultos; capacita famílias e profissionais de diferentes áreas e trabalha a reeducação sexual para pessoas adultas em diversos países. Ela acredita que a Educação Sexual da Família é uma ferramenta poderosa para o autoconhecimento, a transformação, proteção e, principalmente, para salvar vidas.
O projeto está sendo realizado na escola Amadeu da Luz, em Testo Alto. De acordo com a Diretora de Educação, Sueli Avancini, inicialmente o projeto será nesta escola, com expectativa que seja levado para as demais escolas do município. “Em Pomerode temos um protocolo de notificações de violência, no qual todos os servidores das unidades de ensino são orientados para identificar e acolher crianças e adolescentes que sejam vítimas de violência”, explica.
Com isso, a SEFE decidiu trabalhar com crianças e adolescentes do quarto ao nono ano das, com orientações e informações para que saibam identificar e se proteger. “O conhecimento desses alunos é a melhor maneira de prevenir o abuso. Porque a notificação nos traz o que já aconteceu e agora queremos trabalhar forte na prevenção”, ressalta Sueli.
A educadora sexual esteve na escola nesta semana, com três aulas que envolviam os alunos. “Foram momentos enriquecedores. Trabalhamos sobre o conhecimento do próprio corpo, consentimento, limites corporais, intimidade. Ajudamos as crianças e adolescentes a identificarem os abusos”, destaca Mônica.
De acordo com a educadora, muitos alunos relataram que usam internet, que é uma porta para este tipo de crime. “Por isso é tão importante conversar, orientar, falar sobre o assunto”.
Além dos alunos, Mônica trabalhou com os servidores da Educação e nesta segunda-feira, 09, fará uma conversa com pais e comunidade. “Acreditamos que o conhecimento previne”, finaliza a Diretora de Educação, Sueli Avancini.