Polícia

Adolescente de 17 anos, líder de grupo criminoso online que incentivava crimes entre jovens, é apreendido em SC

Os crimes investigados incluem apologia ao nazismo, maus-tratos a animais, incentivo ao suicídio, crimes de ódio e pornografia infantil

16 de abril de 2025

Foto: Polícia Civil/Divulgação

Na terça-feira, 15 de abril, um adolescente de 17 anos, morador de Criciúma, foi apreendido durante uma grande operação realizada em diferentes estados do país. Ele é suspeito de integrar e liderar um grupo virtual que incentivava a prática de crimes entre crianças e adolescentes.

A ação, chamada Adolescência Segura, foi coordenada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro e mobilizou agentes em oito estados brasileiros, incluindo Santa Catarina.

Além do jovem catarinense, outros adolescentes foram alvo de mandados de internação provisória, e dois adultos acabaram presos durante o cumprimento das ordens judiciais.

Foto: Polícia Civil/Divulgação

Entre os crimes investigados estão apologia ao nazismo, maus-tratos a animais, tentativa de homicídio, incentivo ao suicídio, crimes de ódio e pornografia infantil. As investigações começaram após um ataque chocante transmitido ao vivo pela internet, no qual um adolescente jogou um coquetel molotov em uma pessoa em situação de rua. A vítima, que dormia no local, teve 70% do corpo queimado.

De acordo com a Polícia Civil, o ataque revelou a existência de uma rede criminosa que usava plataformas digitais para manipular emocionalmente jovens e induzi-los a cometer crimes. O grupo funcionava por meio de servidores e canais que disseminavam conteúdos violentos e de ódio, atingindo especialmente o público infanto-juvenil.

O adolescente de Criciúma seria um dos principais articuladores desse grupo. A operação envolveu buscas e apreensões em estados como São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Goiás e Rio Grande do Sul, além do Rio de Janeiro e Santa Catarina.

A Polícia alerta pais, responsáveis e educadores sobre a importância de acompanhar o comportamento online dos jovens. O caso segue sob investigação.

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