Acabou em pizza!
No dia 25 de junho, segunda-feira, na sede da Fundação Municipal de Indaial, finalmente foi julgada a petição impetrada pela Associação Pomerode Futsal (APF), com relação aos acontecimentos na partida decisiva do Torneio de Verão, disputada no dia 03 de fevereiro. No entanto, o desfecho não foi como a diretoria da APF esperava.
No dia 25 de junho, segunda-feira, na sede da Fundação Municipal de Indaial, finalmente foi julgada a petição impetrada pela Associação Pomerode Futsal (APF), com relação aos acontecimentos na partida decisiva do Torneio de Verão, disputada no dia 03 de fevereiro.
No entanto, o desfecho não foi como a diretoria da APF esperava. Depois de inúmeros argumentos, explicações e muita morosidade, os membros da comissão julgadora, Marcos Rosa, Alveri Brandi e Sérgio Wanser decidiram, por unanimidade, manter o título ao Loes, não punindo a equipe, muito menos o jogador. “Na verdade, só faltou punir a APF, pois parecia que nós é que estávamos sendo julgados, tamanhos eram os argumentos”, disse o dirigente da APF, Rafael Ramthun.
“A comissão da FME de Indaial alegou falta de provas, imagens não claras, falta de testemunhas e processo encaminhado fora do prazo de 48 horas. Outro argumento foi não poder julgar o que passou pela cabeça do jogador no momento em que entrou em quadra, e que o time não poderia responder por isso. Só quero lembrar que, quando um funcionário se envolve num acidente com o veículo da empresa, por exemplo, o responsável é a própria empresa. No caso da final, não importa se foi uma decisão de um atleta, quem tem que responder é o clube o qual o jogador defende”, esclareceu.
Segundo Ramthun, durante o julgamento, os relatores tiveram uma postura que não condizia com a importância do momento. “O primeiro a ser ouvido foi o treinador Alex, que expôs os fatos, como e quando ficou sabendo que havia seis jogadores adversários em quadra. Neste momento, uma pergunta nos chamou muito a atenção. Um dos membros perguntou se ele achava realmente que o jogador entrou para interferir no lance. Foi quando Rodrigo Largura, gerente de futebol da APF, pediu a palavra, dizendo: ‘Não, não foi para interferir. Provavelmente a 15 segundos do final, num contra-ataque de três contra dois, ele teria ido para quadra apenas para conversar’. A ironia da pergunta foi respondida à altura. Aliás, este processo todo foi uma ironia, tamanha a displicência com que a Fundação Municipal de Esportes tratou a questão”.
Ausências
O não comparecimento de algumas pessoas chamadas para depor também colocou a legitimidade do julgamento em dúvida. “A empresa que havia sido convocada para depor não compareceu, enviando apenas uma carta dizendo que fez a transmissão via internet e que reprisou o jogo no sábado e domingo. Quem também não esteve presente em nenhuma das audiências, mesmo tendo sido chamado para depor, foi o jogador que infringiu a regra. Estranho, né? Outro fato que nos causou estranheza foi o próprio presidente da FME, Ademir Packer, não ter comparecido em nenhum julgamento, o que caracteriza omissão total a este processo”, destaca o dirigente.
Quem também não esteve presente, mais uma vez, foi o relator Mario. Ele já havia se ausentado da primeira audiência, alegando estar com problemas de saúde, motivo pelo qual a mesma foi transferida. “Até poderíamos ter continuado na primeira, já que foi sem a presença dele. Esse mesmo relator já havia, há cerca de duas semanas, mesmo antes do segundo julgamento, confidenciado a duas pessoas que o resultado já estava fechado e que a APF sairia do julgamento 100% derrotada. Talvez por isso não tenha aparecido novamente”, disse Ramthun.
“Quero deixar claro que o representante da equipe do Loes foi totalmente cooperativo com suas avaliações e que o mesmo prestou depoimentos muito claros, sem tentar ocultar fatos”, acrescentou.
Projetos futuros
Com este “balde de água fria”, como vai ficar a relação APF/FME Indaial/Torneio de Verão? “Na verdade, hoje as feridas estão muito expostas. Eu procuro agir sempre de forma idônea e correta. É triste saber que, após apresentarmos argumentos e provas de que houve infração, saímos totalmente de mãos vazias. É questão de valores e honra que cada pessoa tem.
Respondendo à pergunta, para nós da APF e para a nossa grande torcida, é muito bom esse torneio, que nos ajudou a construir um nome forte. Porém, com essa decisão e com a demora que houve, hoje não participaríamos na próxima edição. Mas ainda é muito cedo para afirmar isso, tudo depende também de patrocínio. Durante três anos fizemos times fortes, com orçamentos enxutos. Boa parte dos custos quem pagou foi a própria APF, com rifas e feijoadas, ou seja, quem ‘banca’ é a torcida, é quem gosta de futsal, com o apoio de algumas empresas”, enfatiza.
“O futsal é a grande oportunidade de fazer algo para todos. Eu e mais algumas pessoas vamos levar o projeto até onde nós conseguirmos, vamos esgotar os esforços para manter vivo o sonho de fazer uma equipe para o estadual, por exemplo. Tanto que esta semana, estamos fechando os investidores para os Jogos Abertos e também para um Torneio de Futsal em Pomerode, que deve ocorrer em outubro”, declarou.
A diretoria da Associação Pomerode Futsal aproveita a oportunidade para agradecer a todas as pessoas que ajudam a instituição, prestigiando os eventos, comprando camisas e rifas. “Sem este apoio, o projeto não andaria e não tornaria Pomerode uma cidade que tem um time reconhecidamente forte, apesar de tudo. Não é uma pequena pedra no caminho que nos fará desistir”, finalizou.