A vitória da emoção
Jogador pomerodense relembra o dia em que venceu um campeonato brasileiro, em cima do seu maior rival.
Participar de uma final de campeonato é sempre um prazer. Quando essa decisão é em nível nacional, o sentimento se multiplica. Agora, tudo isso somado ao fato de você derrotar o seu maior rival, dentro da casa dele, é algo que ultrapassa as linhas do imaginário. Pois foi exatamente essa sensação que vivenciou Diego Boddenberg, no ano de 2016. Hoje aposentado do Futebol Americano, o pomerodense ainda recorda dos bons momentos vividos dentro do esporte.
Na oportunidade, o T-Rex chegou à sua segunda finalíssima do campeonato brasileiro, no dia 18 de dezembro, diante do Flamengo FA, no Rio de Janeiro. E como um bom vascaíno, Boddenberg relata a sua emoção de poder derrotar o time rubro-negro. “Ganhar do Flamengo sempre é bom, não importa o esporte. E ali foi melhor ainda, pois teve um gostinho especial de ser na casa deles. Então, aquele título, para mim, é inesquecível”, frisa. Além disso, o Flamengo era um excelente time, que também tinha desbancado grandes equipes nacionais. “Não chegava a ser uma ‘pedra no sapato’, mas eles sempre chegavam. O elenco era muito forte, com um excelente treinador. Tudo isso serviu para valorizar, ainda mais, a nossa vitória”.
Mas esse não foi a única motivação para que o pomerodense pudesse fazer o seu melhor dentro de campo. “Fizemos um 2015 perfeito, pois terminamos o ano de forma invicta. No entanto, no nosso primeiro jogo da Liga BFA, perdemos para o Istepôs. Isso foi um baque, mas serviu para que a gente ‘descesse do salto’ e voltássemos à realidade, de que não éramos imbatíveis. Este foi o combustível para o prosseguimento da competição, que terminou da melhor maneira possível”, ressalta.
Fizemos um 2015 perfeito, pois terminamos o ano de forma invicta. No entanto, no nosso primeiro jogo da Liga BFA, perdemos para o Istepôs. Isso foi um baque, mas serviu para que a gente ‘descesse do salto’ e voltássemos à realidade, de que não éramos imbatíveis.
Outra motivação foi representar Santa Catarina, justamente no ano em que o mundo foi abalado pela tragédia da Chapecoense. “Naquela vez, foi uma surpresa para todos quando nos apresentaram o uniforme da final, pois ali estava o escudo da Chapecoense. Com certeza, foi um orgulho imenso, um incentivo a mais para que pudéssemos trazer esse título trazer para o estado. E essa responsabilidade pesou um pouco na hora do jogo, mas sabíamos que toda essa força que estava vindo daqui iria nos ajudar muito”, enfatiza Boddenberg.
O jogo foi bastante nervoso, tanto que o time catarinense estava perdendo até o intervalo. “A maior dificuldade foi o calor que fazia aquele dia, aliada à viagem que fizemos ao Rio de Janeiro. Tanto que, no fim do segundo quarto, estávamos perdendo por 24 a 10, quando fizemos um touchdown e diminuímos a vantagem para 24 a 17. Naquele momento, saberíamos que seríamos campeões. No intervalo, houve uma injeção de ânimo do coach Amadeo Salvador, por isso, conseguimos a virada. Na segunda metade da partida, deu tudo certo e eles não fizeram mais nada”, relembra Boddenberg, que também não tira da memória as palavras do seu treinador, durante o intervalo. “Ele disse que, quando a gente voltasse para o jogo, poderíamos confiar nele, que ninguém iria nos segurar. Ali foi um dos momentos mais emocionantes da partida”, completa. No fim, o T-Rex venceu a partida, pelo placar de 36 a 24.

Conquista foi inesquecível para o jogador pomerodense | Foto: Divulgação
Para o kicker pomerodense, o diferencial para este desempenho vitorioso é o conjunto. “Não havia grandes destaques individuais, todos se ajudavam, um jogando pelo outro. Uma verdadeira família. Após o apito final, lembrei minha trajetória naquele ano, nos mais de 200 treinamentos realizados, além dos jogos propriamente ditos. Passei mais da metade do ano no complexo ou em Pomerode treinando. Por isso, foi tão especial”, destaca.
Tanto que aquele título brasileiro fez com que o T-Rex fosse, definitivamente, mostrado para o Brasil. “Éramos exemplo de administração, desenvolvimento e treinamentos, e isso ajudou, ainda mais, no nosso crescimento. E nos deu a responsabilidade de buscar cada vez mais, as vitórias e os títulos”, finaliza o pomerodense.
