Esporte

A rotina de duas atletas recentemente premiadas

Ana Paula Teply e Mikaela Hardt, que receberam o troféu Top do Ranking 2022 do Atletismo catarinense, falam sobre os sonhos, rotinas e treinamentos

19 de fevereiro de 2023

Foto: Raphael Carrasco / Jornal de Pomerode

O atletismo pomerodense vem colhendo bons frutos nos últimos anos, o que representa o resultado de um trabalho realizado entre os atletas e seus treinadores e preparadores. A partir desta reportagem, o Jornal de Pomerode trará histórias dos personagens que fazem parte do atletismo da nossa cidade. E, desta vez, começamos contando um pouco mais sobre Ana Paula Teply e Mikaela Hardt, que recentemente receberam o troféu Top do Ranking 2022, da Federação Catarinense de Atletismo.

A premiação reconheceu os melhores atletas, ex-atletas, técnicos, entidades e árbitros de toda Santa Catarina, por conta de seu desempenho no ano passado. A cerimônia foi realizada no Teatro Municipal de Pomerode, na noite do último sábado, dia 11 de fevereiro.

Ana Paula Teply, conquistou o troféu pela modalidade de lançamento do Martelo na categoria Sub 18; e Mikaela Hardt, no Lançamento do Disco, categoria Sub 16.

 

“Meu sonho é ser uma atleta profissional”

Iniciamos falando da atleta Ana Paula Teply, que tem 18 anos de idade e atua na modalidade do Lançamento do Martelo, ingressando na categoria Sub20.

A jovem conta que iniciou os treinamentos juntamente com o treinador Odair dos Santos, o popular Chico, no ano de 2018.

Antes de ingressar no atletismo, Ana até chegou a jogar Vôlei e Tênis de Mesa, porém, foi no atletismo que encontrou o seu maior potencial.

Com o passar do tempo, a rotina de treinamentos também foi mudando e sendo mais intensa, já que a atleta apresentou bons resultados nos campeonatos regionais, estaduais e também nacionais. Agora, a sua preparação acontece todos os dias da semana, com treinamento prático na pista de atletismo na parte da manhã e academia durante o período da tarde. Apenas na quarta-feira que há intensivo na academia e pequenos exercícios específicos.

Ana Paula Teply, nos treinamentos do Lançamento do Martelo. (Foto: Raphael Carrasco / Jornal de Pomerode)

 

No ano passado, Ana estava na categoria Sub18, onde conquistou a marca expressiva de 51,46m, no Campeonato Brasileiro, com um martelo de 3kg, sendo a segunda colocada na competição nacional, o que fez com que a jovem conquistasse o troféu Top do Ranking 2022. A partir deste ano, Ana entra na categoria Sub20 e passará a lançar um martelo de 4kg.

Ela conta que todas as competições são memoráveis e não consegue escolher uma em específico como a mais especial.

“Eu guardo com muito carinho a Olesc, pois foi lá que consegui passar da marca dos 50m, me garantindo no Campeonato Brasileiro. E, depois disso, pela boa atuação no nacional fui convocada para a Seleção Brasileira e participei também do Sul-americano. Não consigo escolher uma, todas são memoráveis e especiais para mim”, conta.

Ana comenta que tem como inspirações a atleta brasileira Mariana Grasielly, uma das líderes do ranking nacional do atletismo brasileiro e em nível mundial, e Anita Włodarczyk, a primeira atleta a lançar o martelo acima dos 80 metros e detém o atual recorde mundial feminino de 82,98 m.

Ana ressalta que tem o sonho de ser uma atleta profissional. “O meu maior sonho é ser uma atleta profissional. Depois que comecei a ver resultados no atletismo, passei a focar ainda mais e treinar com mais intensidade. Desejo isso também para dar um futuro melhor para mim e também aos meus pais”, finaliza.

 

“Estou me apaixonando cada vez mais pelo esporte”

Mikaela Hardt tem 14 anos e já conquistou uma marca expressiva no lançamento do disco, na categoria Sub16, conquistando também o mesmo troféu da parceira de modalidade.

Mika, como também é carinhosamente apelidada, conta que iniciou no Jiu-jitsu há cerca de sete anos e há dois está intensificando os seus treinamentos na equipe do atletismo pomerodense.

A escolha por intensificar os treinos foi pela rápida adaptação à modalidade e por se apaixonar pelo esporte, mais especificamente, o atletismo.

“Eu comecei a me apaixonar muito por esse esporte. Hoje já é parte da minha rotina e estou cada dia mais focada e querendo buscar resultados positivos. Isto me motiva ainda mais a treinar com o pessoal por aqui”, ressalta a jovem.
E, por falar em rotina, Mika estuda na parte da manhã na Escola Almirante Barroso e concilia os estudos com os treinamentos, já que a parte ligada às atividades esportivas são feitas quatro vezes por semana, sempre no período vespertino.

Mikaela Hardt, ou apenas Mika, se preparando no Lançamento do Disco. (Foto: Raphael Carrasco / Jornal de Pomerode)

 

A jovem conta que já participou de campeonatos estaduais e de um brasileiro, na cidade de Timbó, conquistando o terceiro lugar na categoria Sub16. Ela conta que seu maior sonho é conhecer o mundo e acredita que o esporte possa dar esta possibilidade.

“Eu sempre sonhei em viajar o mundo. E, quando entrei no atletismo, isso também me deixou esperançosa, por uma possibilidade de um dia representar o país, internacionalmente. Mas é claro que para isso, é preciso ter os pés no chão e ir treinando cada dia mais”, conta a atleta.

 

A palavra do treinador

Chico falou um pouco sobre as duas atletas e seus potenciais. Ele conta que enxerga um futuro promissor das jovens, que dificilmente faltam em treinamentos e estão sempre focadas, em busca do melhor resultado.

“A Ana começou no lançamento de disco e depois encontrou seu melhor potencial no Lançamento do Martelo. Lá, ela viu que poderia fazer melhor e passou a gostar ainda mais da modalidade. Hoje já está colhendo frutos gigantescos, como ser convocada para a Seleção Brasileira e ter a possibilidade de representar o país e Pomerode. A Mika está com 14 anos e conseguiu uma marca que, para a idade dela, é algo impressionante. Ela evoluiu muito e quebrou o recorde estadual da sua categoria. Isso nos enche de orgulho”, comenta.

O treinador conta, também, que, assim como suas atletas, também busca se aperfeiçoar em métodos de treinamentos. Ele completou, no início de fevereiro, 10 anos como treinador e também já foi atleta, em seu começo de carreira.

“A gente sempre busca aperfeiçoar e aprender cada dia mais. Tive contato em campings, que são uma espécie de conferências, nas quais a gente acompanha o trabalho de outros treinadores, para trocar experiências. Assim foi com o Darlan Romani e o seu treinador, onde pudemos ver como é a rotina de um atleta de nível olímpico e mundial”, finaliza.

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