A emoção do alto do pódio
“Não importa hora, clima ou local. O importante é poder correr. É maravilhosa essa sensação de buscar a superação, dia após dia, e encontrar, nessa luta, motivos para viver e amadurecer”. Essa frase resume a experiência da pomerodense Cristina Dumke.
“Não importa hora, clima ou local. O importante é poder correr. É maravilhosa essa sensação de buscar a superação, dia após dia, e encontrar, nessa luta, motivos para viver e amadurecer”. Essa frase resume a experiência da pomerodense Cristina Dumke, no último sábado, dia 04 de agosto, quando participou da 10ª edição do Indomit Bombinhas Trail Marathon, na cidade litorânea.
E a competição foi muito mais do que especial. Num percurso de 12km e com o tempo de 1:22’15”, Cristina foi a primeira colocada, entre 43 mulheres. Confira a entrevista exclusiva, concedida ao JP Esporte.
JP ESPORTE – Quais foram as principais dificuldades encontradas durante a prova?
CRISTINA DUMKE – O início era de areia fofa e larguei forte, com o “coração na boca”. Esse trecho fez com muita gente se desgastasse, comprometendo ainda mais o restante do percurso. Foram 12km com 344 metros de subida acumulada, trilhas fechadas, subidas severas, muitas raízes e piso escorregadio. E para ajudar ainda mais, as chuvas que insistiram em cair no dia anterior, contribuíram para deixar ainda mais difícil. O trecho mais desafiador foi correr nas pedras do costão, que estavam bem escorregadias. Em determinados momentos, tive que “engatinhar” para não cair, mas, ao mesmo tempo, proporcionou uma visão incrível da orla de Bombinhas.
JPE – Qual a importância desse resultado para você?
CD – Eu corro para superar meus próprios limites e as “adversárias” são apenas suporte para isso. Não corro para ganhar de ninguém, apenas mostrar o meu melhor e, se caso acontecer, será fruto do meu esforço em cada treino. Não é pelo 1º lugar, não é pelo troféu e não é pelo pódio. É, sim, por cruzar a linha de chegada, é por chegar feliz e sorrindo! Esta é a sensação inexplicável que só a corrida me traz. É um eterno aprendizado a cada conquista e a cada fracasso. E as competições são essenciais para manter minha motivação.
JPE – Houve uma preparação especial?
CD – Não tive uma preparação especial para esta prova. Continuo meus treinos funcionais na BellaFit Personal Studio, de segunda a quinta, e faço em torno de 5km de corrida por dia, sem contar a alimentação equilibrada, o que é muito importante também.
JPE – O que sentiu quando cruzou a linha de chegada?
CD – Não sei até agora explicar o que senti quando vi aquela faixa na minha frente. Parecia surreal, mágico e eu estava prestes a cruzá-la. Ainda não consigo pensar em uma palavra para descrever, apenas agradecer! Estou feliz demais por essa conquista e por dias incríveis que a corrida me proporciona.
JPE – Pretende participar de mais competições?
CD – Participo de quatro corridas como esta durante o ano, só que a quilometragem passa a ser de 25km em cada prova. É a UT Rota das Águas, que já aconteceu em março, a UT Extreme Winter, em junho, a UT Ribeirão das Pedras, que será realizada neste sábado, dia 11 e, por fim, a UT Celebration, que será em novembro.
JPE – A quem você dedica esta vitória?
CD – Tenho muita gratidão às pessoas que me deram suporte para chegar no topo desse pódio, como minha amiga e treinadora de funcional Ângela Kreitlow, da BellaFit Personal Studio, que não mede esforços para sempre me ajudar; meu treinador Daniel Voigt, da Assessoria Esportiva Voigt Runners, de Timbó, que me dá muitas dicas de treinos para corrida; meu marido Clóvis, que sempre está do meu lado em todas as corridas; e minha família, que me apoia nesse lindo esporte.