De Pomerode a Londres, uma trajetória dourada
Nada mais gratificante do que fazer parte de uma conquista. Ainda mais, quando a personagem em questão teve uma passagem marcante em nosso município. Pois foi exatamente isso que aconteceu com a oposto Tandara Alves Caixeta, de 23 anos. A menina de sorriso fácil, que “cativou” os torcedores pomerodenses na temporada 2009/2010, teve o seu momento de glória nos Jogos Olímpicos de Londres.
Nada mais gratificante do que fazer parte de uma conquista. Ainda mais, quando a personagem em questão teve uma passagem marcante em nosso município. Pois foi exatamente isso que aconteceu com a oposto Tandara Alves Caixeta, de 23 anos.
A menina de sorriso fácil, dona de uma força invejável e que “cativou” os torcedores pomerodenses na temporada 2009/2010, teve o seu momento de glória nos Jogos Olímpicos de Londres, quando alcançou a medalha de ouro no Vôlei Feminino. E Pomerode tem o prazer de reverenciar essa revelação do esporte brasileiro, por tudo o que ela fez quando atuou, de forma contundente, pela Cativa/Oppnus, levando a equipe a diversas conquistas estaduais e nacionais.
Com a equipe pomerodense, Tandara participou de 67 jogos, obtendo 50 vitórias e os títulos da Liga Nacional Sul, Liga Nacional, Campeonato Catarinense, Copa Cativa/Oppnus, Jogos Regionais e Jogos Abertos. Além disso, evidenciou o nome de Pomerode, ao participar da Superliga 09/10, quando ajudou a equipe a chegar às oitavas-de-final, enfrentando os principais times do voleibol brasileiro.
Naquela Superliga, chegou a figurar como a maior pontuadora da competição. “Nunca me satisfaço com o que estou fazendo. Sempre quero mais e acredito que posso melhorar constantemente. Mas confesso que não esperava crescer tanto, pois voltei de uma lesão e fiquei duas rodadas sem jogar”, disse, na época.
Jogando um voleibol de primeira linha, Tandara mostrava que tinha condições de integrar o time de José Roberto Guimarães. “Vestir a camisa da Seleção Brasileira também foi muito marcante. Ouvir o Hino Nacional e estar vestindo a camisa, representando o país, é algo indescritível, muito emocionante”, disse, relembrando os momentos na qual fez parte das Seleções de Base.
O reconhecimento veio na primeira convocação, em 2011, para o Grand Prix de Macau, no qual o Brasil ficou com a medalha de prata. Naquele momento, a atleta deixava de ser uma promessa e passava a ser reconhecida como uma grande jogadora de voleibol.
Ainda em 2011, veio o primeiro título. A jogadora foi a responsável por fazer o ponto do título do Pan Americano de Guadalajara de 2011, no último set, quando o Brasil venceu Cuba por 15 a 10. Começando do banco de reservas, Tandara foi uma das jogadoras que ajudou a equipe brasileira a superar a ausência de Jaqueline, que teve que ser cortada logo no primeiro jogo da competição, quando chocou-se com a líbero Fabi e sofreu uma lesão cervical que a obrigou a abandonar o Pan.
A medalha de ouro em Londres veio confirmar o que a torcida pomerodense já sabia há muito tempo: Tandara era muito mais que uma atleta, mas sim, um ser humano especial que sempre lutou em busca de seus objetivos. E que agora, começa a colher os frutos deste esforço.
Trajetória
A jogadora, de 1,84m, é natural de Brasília/DF. Começou no voleibol aos 11 anos e, aos 15, estreou na Superliga pela Brasil Telecom. A paixão pelo esporte vem da família, já que sua tia e seu pai também jogavam. “Estou buscando realizar o sonho do meu pai, porque ele objetivava atuar na Seleção, quando o sonho foi interrompido por outras circunstâncias. Meu irmão mais novo também joga vôlei e sou um espelho para ele. Somos uma família de desportistas. Com certeza, é uma motivação, mas é difícil, pois é necessário ter determinação e saber o que se quer”.
Hoje, Pomerode está orgulhosa de poder ter participado desta trajetória vitoriosa. Todos aqueles que vivenciaram aqueles momentos, sabem que Tandara, acima de tudo, é uma “menina de ouro”.