Esporte

2016: em busca da medalha

A partir de agora, todas as atenções estarão voltadas para daqui quatro anos, quando o Rio de Janeiro será sede do maior evento esportivo do mundo.

1 de junho de 2015

As Olimpíadas de Londres já fazem parte do passado. A partir de agora, todas as atenções estarão voltadas para daqui quatro anos, quando o Rio de Janeiro será sede do maior evento esportivo do mundo.
E para que o Brasil consiga melhorar sua posição no ranking de medalhas, nada melhor do que começar a descobrir talentos, que poderão representar bem o nosso país nas Olimpíadas de 2016. A partir dessa semana, vamos a busca desses “talentos”, que tenham alguma ligação com Pomerode. Com certeza, alguns deles terão condições de representar bem as cores da “Cidade Mais Alemã do Brasil” no Rio de Janeiro.
A nossa primeira personagem é uma nadadora Pomerode de 11 anos, que foi pré-convocada para os Jogos Olímpicos 2016, pela Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos. Trata-se de Júlia Menezes da Silva, um nome que tem um futuro promissor pela frente. Revelada pela Associação Pomerodense de Natação (APN), a atleta vem chamando atenção pelos resultados conquistados nas competições que participa. “Eu nado desde os dois anos de idade. No começo, eu até tinha medo, não gostava de água. Mas depois, com o incentivo dos meus pais, comecei a tomar gosto pela coisa. De quatro para cinco anos, eu entrei na APN e tive como meu primeiro professor, José Avancini. Desde então, não parei mais”, declara Júlia.
A nadadora começou cedo. Aos oito anos, competiu pela primeira vez, já conquistando bons resultados. De nove para 10 anos, foi chamada pela Apanblu, ligada à FME de Blumenau. “Vimos a necessidade de a Júlia buscar um centro maior, pois temos pretensões ambiciosas para a sua carreira. E a partir de agora, o trabalho será cada vez mais intenso e penso que ela deva buscar algo ainda melhor para si”, enfatiza o pai, Jelson Luiz da Silva.
Sua rotina de treinamentos engloba três horas diárias, três vezes por semana, além de trabalhos físicos fora da piscina. “Eu chego a nadar 4,5 km por dia. Minha especialidade são os 200m medley, que engloba os quatro estilos de natação. É aonde venho obtendo grandes resultados e é onde pretendo focar meus treinamentos”.
A pré-convocação para a Olimpíada foi uma surpresa, segundo Júlia. “Meu tempo nos 200 medley é de 3’13”. A partir de agora, é lutar para baixar cada vez mais essa marca. Em 2016, estarei com 15 anos e, com certeza, terei condições de representar o meu país neste evento tão importante. A idade não é empecilho, pois vimos duas atletas com esta idade conquistando medalhas em Londres”, diz.
O pai complementa, dizendo que a força de vontade a pode levar a voos mais altos. “O biótipo a favorece, mas o grande diferencial é a determinação com que cai na piscina”. E esta determinação fará com que esta pomerodense tenha um futuro promissor nas piscinas do Brasil e do mundo.

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