Esporte

Correr é preciso… e saudável

Há 89 anos, o último dia do ano é marcado por um evento esportivo: a Corrida Internacional de São Silvestre, que reúne atletas de todas as partes do Brasil e de 41 países. Neste ano, a prova teve um incremento de 10% com relação à edição anterior, recebendo um número recorde de competidores: 27,5 mil pessoas. No meio desta população, um pomerodense também esteve presente.

1 de junho de 2015

Há 89 anos, o último dia do ano é marcado por um evento esportivo: a Corrida Internacional de São Silvestre, que reúne atletas de todas as partes do Brasil e de 41 países. Neste ano, a prova teve um incremento de 10% com relação à edição anterior, recebendo um número recorde de competidores: 27,5 mil pessoas. No meio desta população, um pomerodense também fez questão de percorrer os 15 km da mais tradicional corrida do Brasil. Para Rui Isaías da Veiga, 46 anos, colaborador da Netzsch do Brasil, participar da São Silvestre foi como ter ganhado uma Meia Maratona em nossa região, tamanha a emoção que sentiu. Quando eu recebi a medalha, após a prova, foi difícil segurar o choro, pois se trata de uma corrida especial, que reúne participantes de diversos países e é considerada a mais clássica do atletismo brasileiro. Foi um sonho realizado. Eu acredito que, com perseverança, qualquer pessoa consiga participar, relata.
Veiga conta que iniciou no mundo das corridas há quatro anos, em virtude das faltas de seus colegas aos jogos de futebol semanais. Os times nunca estavam completos e isso me deixava chateado. Por isso, resolvi procurar outro esporte, para me manter ativo. Foi então que comecei a correr na Pista de Atletismo, próximo à minha casa. Fui aumentando o ritmo e hoje, corro de três a quatro vezes por semana, conta. Ele acrescenta que o exercício de domingo é o mais regular, no qual faz cerca de 23km. Talvez pelo fato de treinar muito, a São Silvestre não apresentou maiores dificuldades. Até mesmo a temida Avenida Brigadeiro Luís Antônio, que para alguns é o fim da linha, foi encarada de maneira natural pelo pomerodense. A corrida toda, em si, foi tranquila. Quando me aproximei da ‘Brigadeiro, eu diminuí um pouco a velocidade, para poder completar a prova, pois todos falavam que a subida é forte. De fato é, mas eu senti que podia ter forçado um pouco mais, pois sempre treino em ruas com morro aqui em Pomerode e estava acostumado com isso. Muitas pessoas desistem nesse momento, mas eu segui meu caminho até o fim, completa.
Participar da São Silvestre sempre foi um desejo de Veiga, que não mediu esforços para concretizá-lo, contando com o apoio da família. Sempre comentava com minha esposa, que sempre me incentivou. Três meses antes, já estávamos com hotel reservado e passagens compradas. Intensifiquei os treinamentos e no dia 08 de dezembro, corri uma prova em Blumenau, de 10,5km, que serviu como teste final para a prova de São Paulo, diz. Um dia antes, 30 de dezembro, já estavam em São Paulo, para a retirada do kit e para que pudessem descansar. No dia anterior às provas, eu não costumo treinar, apenas descansar, para poder desempenhar um bom papel. Os músculos também precisam de uma folga.
O corredor também descreve a sua emoção e alegria de estar ali, no meio de mais de 27 mil participantes, dos mais diferentes lugares. Muitas pessoas gostariam de estar no meu lugar naquele momento, por isso digo que foi um privilégio. O Hino Nacional foi um momento marcante, além do povo, que lota as ruas e incentiva os corredores. Quando vi a chegada, fiz o famoso ‘aviãzinho, tamanha era a minha felicidade em poder cumprir aquela prova. Em 2014, quero ir novamente, porque é muito gostoso participar de tudo isso, revela. Segundo Veiga, seu objetivo de terminar entre os 10 mil mais bem colocados foi amplamente alcançado, uma vez que terminou na 1.743ª posição, com o tempo de 1h12min58.
Com 11 provas no currículo, o colaborador da Netzsch do Brasil diz que vai continuar seus treinamentos na busca de outra marca: baixar o tempo de 1h39min da Meia Maratona de Pomerode. Participo há três anos dessa prova e cheguei a correr cinco dias após ter tido alta, só pelo prazer de praticar este esporte. Ano passado, atingi o primeiro lugar entre os pomerodenses e quero melhorar ainda mais o meu tempo. Veiga também aproveita a oportunidade para agradecer à Associação Cultural, Assistencial e Esportiva Netzsch (Acaen), pelo apoio. Tive o prazer de representar minha empresa e minha cidade na prova mais importante do Brasil. Foi um sonho realizado e no que eu puder incentivar outras pessoas, vou fazer, pois correr é um prazer imenso, finaliza.

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