Educação

Cidadãos conscientes para o futuro

Projetos da EEBM Duque de Caxias incentivam a sustentabilidade e o empreendedorismo

9 de outubro de 2021

Uma perfeita combinação entre sustentabilidade e empreendedorismo. Assim pode ser definida a iniciativa adotada na Escola de Educação Básica Municipal Duque de Caxias, com projetos voltados ao reaproveitamento de itens que, antes, seriam considerados lixo.

A iniciativa funciona como um grande projeto, de uma escola sustentável, na qual a ideia é aproveitar o máximo de resíduos possível que a escola produz, normalmente. Dentro desta ideia, são três projetos desenvolvidos com alunos do 6º ao 9º ano, sendo eles a Ecopapelaria, que reaproveita papel já utilizado; o projeto Bolha de Sabão, que utiliza óleo de cozinha descartado para a produção de sabão; e o projeto das composteiras, no qual é produzido e comercializado biofertilizante.

Os alunos que participam da produção do sabão auxiliam em todas as etapas. O óleo de cozinha trazido pela comunidade é separado e depois os alunos realizam a filtragem. Depois, o óleo é misturado à soda cáustica, pela professora responsável, e a mistura resulta no sabão. Este, é separado em barras e depois comercializado.

 

 

Já o trabalho com o papel usado começa com a coleta, dentro das salas de aula, onde pode ser descartado pelos alunos e professores. Então, este papel é coletado pelos participantes do projeto, e depois triturado, colocado em um liquidificador, com água. Na sequência, ele é colocado em uma caixa d’água, onde será misturado com a tinta.

O próximo passo é coletar a mistura com telas, para que fique secando por uma semana. Quando está seco, o papel reutilizado é recortado pelos alunos, no formato de capas de blocos de notas e marcadores de página.

Segundo a professora de ciências da escola, que coordena as atividades destes projetos, Daiane Luchetta Ronchi, além da sustentabilidade e do reaproveitamento de resíduos, a ideia é incentivar o empreendedorismo.

 

 

“Nós produzimos o sabão a partir do óleo de cozinha trazido pela comunidade e depois vendemos, para que tenhamos mais insumos para continuar utilizando no projeto. E, assim, criamos pequenos empreendedores, graças à pesquisa e à venda”, destaca.

De acordo com a professora, os projetos envolvem alguns alunos das turmas do Ensino Fundamental 2, que tenham interesse em participar do clube de ciências, no contraturno escolar. Hoje, são cerca de 22 estudantes envolvidos nas iniciativas, que existem desde o ano de 2018. 

Além das noções de empreendedorismo, os alunos que integram o clube de ciências desenvolvem outros aspectos positivos, que contribuem com a sua formação como cidadãos.

 

 

“Hoje, por mais que se fale muito em sustentabilidade, ainda não é muito prático. Embora haja o incentivo à sustentabilidade, eles desenvolvem aptidões com sociabilidade, e aprendem noções de empreendedorismo também. É algo que vai além da sala de aula. Quem passa pelas experiências dos projetos torna-se diferenciado, fica mais participativo, mais engajado, além de aprender a lidar com as diferenças, com as ideias distintas”, enaltece a professora.

Anna Beatriz Hackbarth, de 13 anos, é aluna do 8º ano e participa do clube de ciências e dos projetos há cerca de dois anos. Ela ressalta o quanto a participação foi rica em termos de novos conhecimentos.

“Acho bem legal, porque encontramos formas de melhorar em casa e incentivar as pessoas a colaborarem com o ecossistema. Na ecopapelaria é muito interessante a forma de produção do papel e no projeto bolha de sabão podemos, inclusive, fazer o sabão em casa, aproveitando nosso óleo de cozinha. E tem o projeto da composteira, no qual aprendemos melhor a reutilizar cascas, frutas que normalmente são jogados fora”, afirma a estudante.

Kamila Pantoja, de 12 anos, do 7º ano, também falou sobre os aprendizados durante a vivência junto aos projetos. “Não sabia que antes poderíamos usar o papel novamente e fazer um papel novo. Estar envolvida nos projetos e participar deste processo é muito legal para mim”, frisa.

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