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Dica dos Bombeiros: o que é a Parada Cardiorrespiratória (PCR)?

Confira a terceira edição do projeto especial em parceria com o Corpo de Bombeiros Voluntários de Pomerode

25 de abril de 2021

Você provavelmente já ouviu falar sobre a PCR, mas sabe o que é e o que ela causa? A parada cardiorrespiratória é uma situação na qual o coração para de fazer sua função normal, que é a de bombear sangue e levar oxigênio para os demais órgãos, vindo a comprometer também a respiração. A falta de fluxo sanguíneo e de oxigenação compromete seriamente o funcionamento do organismo, levando na grande maioria dos casos, a quadros revertidos com sequelas ou irreversíveis.

 

Identifique uma PCR

Você está no trabalho, ou em uma confraternização, lazer ou algo do tipo, e de repente, uma pessoa próxima de você desmaia. Os sinais indicam que seu coração parou e que também não está respirando, ou seja, ela está tendo uma parada cardiorrespiratória. É extremamente necessário agir rapidamente para salvar aquela vida, mas o que você deve fazer ao certo?

É importante frisar que, nem toda pessoa desmaiada está em PCR. Infelizmente, não é raro vermos prestação de socorro nos quais a vítima está desacordada e, uma pessoa na intenção de ajudar, inicia as manobras de reanimação sem constatar se realmente é necessário fazê-lo. Portanto siga os passos a seguir.

O primeiro passo é identificar se a pessoa está mesmo em PCR. Para isso, comece chamando-a e verificando se ela consegue te responder. Verifique também se a vítima apresenta batimentos cardíacos (pulso carotídeo ou radial) e movimentos respiratórios.

Confirmado que a vítima realmente está em PCR, faça o acionamento do serviço de emergência (192 ou 193), e com calma repasse a situação ao atendente e siga as instruções que ele venha a repassar. Caso tenha alguém próximo, determine que este então realize a ligação para que você já possa dar início a RCP.

 

Inicie a reanimação cardiopulmonar (RCP)

A RCP é um procedimento executado para reverter quadros de PCR, e que consiste em um conjunto de manobras que visam manter a circulação sanguínea, até que o funcionamento do coração se normalize. Tenha certeza de que você e a vítima da PCR estão em um local seguro, afim de evitar outros acidentes.  Após verificado, inicie a RCP. Uma vez iniciada, essa manobra só pode ser interrompida em 3 momentos: 

• Para refazer a avaliação dos sinais vitais;
• Quando o serviço de emergência chegar e autorizar você a parar;
• Quando o paciente retomar a consciência;

 

Veja abaixo as instruções para realizar a RCP corretamente:

1. Coloque a pessoa deitada de barriga para cima em uma superfície firme;
2. Ajoelhe-se ao seu lado, de frente para o seu tronco e localize o centro do tórax, especificamente a linha entre os mamilos ou 2 dedos acima do osso externo;
3. Você deve estender seus braços, sobrepor as mãos e entrelaçar os dedos em adultos, crianças e adolescentes utilize uma mão somente e recém nascidos dois dedos;
4. Coloque-as sobre o ponto localizado anteriormente e, usando seus joelhos como apoio, inicie as compressões, jogando o peso do seu corpo sobre o tórax da vítima;
5. Mantenha os braços retos durante todo procedimento e comprima constantemente o peito da vítima, dando total atenção ao ritmo, profundidade e velocidade;

De acordo com a American Heart Association (AHA), responsável pelas diretrizes desse procedimento, a indicação atual da RCP é:

Para leigos:

• 100 a 120 compressões por minuto;
• Aprofundar o tórax em 5 cm, pelo menos;
• Em recém nascidos apenas 2 cm;

Se necessário, revezar as pessoas nas compressões para não interromper por mais de 10 segundos.

 

Para socorristas treinados:

• 30 compressões por 2 respirações;
• 100 a 120 compressões por minutos;
• Não é indicado realizar as ventilações sem um equipamento ou acessório de proteção; (máscara com válvula ou Ambu);

Para uma RCP precisa e que gere resultados, é fundamental que o tórax da pessoa em PCR volte a posição normal ao final de cada compressão. Caso haja por perto quem possa auxiliar no socorro, é indicado a troca do socorrista a cada dois minutos, evitando o cansaço e o comprometimento do atendimento.

Elaborado por: Luciano Palhano, Marcio Sasse, Petter Hugo Frahm

 

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