Esporte

Vivenciando o esporte de forma profissional

No dia dedicado ao atleta de rendimento, “casal fitness” conta sobre os desafios da profissão e as renúncias que são feitas.

13 de fevereiro de 2021

Na última quarta-feira, 10 de fevereiro, comemorou-se o Dia do Atleta Profissional. Também conhecido como atleta de rendimento, atleta de ponta, atleta de alta performance ou atleta de alto nível, essas pessoas fazem do seu estilo de vida, uma profissão, respaldadas pela Lei nº 9.615, sancionada em 24 de março de 1998. Naquele dia, o desporto passou a ser considerado uma prática profissional.

No entanto, o resultado final, em uma competição, é apenas a “ponta do iceberg” de uma vida muito regrada, onde as renúncias fazem parte do cotidiano. Afinal, para que um atleta seja reconhecido nacional e internacionalmente, é necessário que ele chegue próximo à perfeição do esporte que pratica. Em Pomerode, temos o exemplo do “casal fitness” Aline e Anderson Greuel, que vem se destacando no mundo do Fisiculturismo há muitos anos.

Ambos tornaram-se profissionais em outubro de 2017, quando conquistaram o Campeonato Panamericano e, para que possam sempre atingir a perfeição, é necessário muita disciplina. “Sem desafios, a vida não tem graça, não é? Mas como vivemos esse estilo de vida há seis anos, para nós, hoje, é super tranquilo de lidar. Temos muita parceria e sempre tentamos ajudar um ao outro, ao máximo. Afinal, juntos sempre somos mais fortes e isso não é clichê”, destaca Anderson.

Para o atleta de rendimento, a rotina é constituída de muitas horas de treino, concentrações entre uma competição e outra, restrições alimentares e alcoólicas, cansaço físico e mental, pressões psicológicas dos treinadores, patrocinadores e, até mesmo, das pessoas próximas. O psicológico de uma atleta convive intensamente com a vitória e com a derrota, com o sucesso e com o fracasso, com os aplausos e com as vaias, vivendo constantemente uma montanha-russa de emoções. Mas tudo tem uma compensação, no fim, com o sabor da vitória e a emoção de um troféu.

 

Foto: Osmarina Moraes


 

“O caminho para chegar ao título de atletas profissionais, foi árduo. Lutamos, caímos, levantamos e seguimos cada vez mais firmes em busca do nosso sonho. Todo trabalho duro nunca é em vão e a lei do esforço é implacável, ela nunca te trai. O trabalho duro sempre vence”, relata. “Para nós, é uma alegria imensa saber que representamos o Brasil e, também, a nossa cidade – embora nunca tivéssemos tido apoio de uma forma real -, mas por vivermos, trabalharmos e fazermos tudo aqui, temos uma gratidão especial aos que acreditam em nós”, acrescenta o atleta.

Sobre o ano de 2021, ainda por conta da pandemia, não há competições programadas. “Temos que esperar os calendários internacionais, bem como, a viabilidade de poder estarmos indo a outros países. No entanto, por sermos profissionais, vivenciamos o Fisiculturismo 24h por dia, independente do que possa acontecer”, finaliza.

 

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