Pomerode brilha no esporte
Felipe André Rahn, no xadrez e Daniela Beatriz Butzke, na natação, conquistam importantes resultados para nosso município em competições nacionais.
Braçadas de superação
Foi realizada na cidade de São Paulo, as Paralimpíadas Escolares 2012. A competição (em 10 modalidades) começou oficialmente no dia 16 de outubro, com a cerimônia de abertura e terminou nesta sexta-feira, 19 de outubro. O evento teve como destaque as delegações do Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina, com as maiores pontuadores na classificação geral. Considerado o maior evento esportivo do planeta para atletas em fase estudantil, as Paralimpíadas Escolares reuniram mais de 1200 competidores de 24 estados e do Distrito Federal. De Pomerode, a aluna/atleta Daniela Beatriz Butzke, na modalidade de natação, ajudou o Estado de Santa Catarina a conquistar o 3º lugar na classificação geral. Dani, como é conhecida entre os amigos, conquistou o 4º lugar nas provas de 100m livre e nos 100m peito, e o 2º lugar nos 100m costas com o tempo de 2′ 31″69.
Nos olhos dos pais da medalhista, nada além de orgulho, pôde ser visto. Ao falar da filha, Margareth e Jaime, não continham a emoção e falavam ao mesmo tempo com orgulho, mas também com ternura, na certeza de que mais uma vez, com a medalha de prata, foi uma quebra de barreira.
Dani diz que a prova foi difícil, mas que logo viu que havia conquistado a medalha de prata. A mãe conta que o nado costas é a modalidade em que ela se sobressai. “Nessa especialidade ela tem mais facilidade de competição, até por causa da respiração”, explica.
Com a ideia fixa de conseguir uma medalha na competição, Daniela teve os treinos intensificados. Antes, ela treinava duas vezes por semana, através da Apodef. Agora os pais decidiram, por conta própria e com o aval da treinadora Ilsani Baptista, colocar mais duas aulas semanais.
Questionada sobre o que mais gosta nas competições além de receber medalhas, Dani diz que é fazer amigos e conhecer várias pessoas. Mas os pontos positivos de participar das Paralimpíadas Escolares 2012 vão mais além. Em muitas competições, olheiros das modalidades estavam observando os paratletas, pensando nas Paralimpíadas de 2016.
Dani, agora com 15 anos, tem mais quatro anos para se dedicar a uma possível vaga na competição de nível internacional.
O pai, que aguardava a filha voltar, no aeroporto, disse que ficou surpreso com o reconhecimento dela entre as pessoas. “Muita gente que estava lá, e que eu nem fazia ideia de quem fosse, falava: ‘olha a Dani, olha a Dani, aquela que ganhou medalha.’ Isso não tem preço”, conta.
Daniela começou a praticar a natação aos oito anos, pois tinha dificuldade quando mergulhava. De lá para cá, não parou mais e só tem feito desse esporte uma tradução de alegrias para ela, para a família e para Pomerode.
De acordo com a mãe, isso só é possível porque a filha é dedicada e esforçada. “A Dani é muito disciplinada, e tem uma empatia muito forte com a treinadora, é bonito até de ver; é como se fosse a segunda mãe”, comenta Margareth. Dani fala que prefere até que a mãe, Margareth, não esteja junto nas competições, porque isso a deixa nervosa.
A professora e técnica Ilsani K. Baptista, diz estar muito feliz e realizada com a conquista. “Durante a semana na competição e fora dela, a convivência durante cinco dias, dividindo o quarto de hotel com minha atleta Daniela, foi uma experiência inexplicável, aprendi muito. Obrigada a todos os envolvidos pela oportunidade. Obrigada meu Deus, por mais esta conquista. Santa Cantarina, 3ª colocada geral nas Paralímpiadas Escolares Brasileiras, isso é muito orgulho”, conclui.
Felipe André Rahn: o melhor do Brasil
Xadrez, uma modalidade que requer concentração, habilidade e muita dedicação. Elementos de sobra em Felipe André Rahn, que desde a infância pratica o esporte com muito afinco. Os frutos desta dedicação começam a ser colhidos, pois títulos começam a fazer parte da rotina deste rapaz de 15 anos.
Felipe, juntamente com a delegação do Colégio Sinodal Doutor Blumenau participou, entre os dias 18 e 20 de outubro, da 48ª Olimpíada Nacional da Rede Sinodal de Educação – Onase, realizada no Colégio Evangélico Alberto Torres (Ceat), em Lajeado, Rio Grande do Sul. A competição é um encontro da Rede Sinodal de Educação, que proporciona momentos de convivência e superação dos estudantes, no qual os jovens têm a oportunidade de competir, quebrar marcas, fazer novas amizades e interagir através do esporte.
Ao total, 19 escolas fizeram parte da etapa nacional, no qual o Doutor Blumenau participou com quatro atletas, todos no xadrez. O grande destaque da competição foi Felipe, com o título na categoria infantil. “Não esperava este resultado, pois na etapa Regional, havia ficado na segunda colocação. O mesmo adversário que me derrotou, naquela oportunidade, foi aquele que eu venci no Brasileiro. Por isso foi uma emoção muito grande. Foi a minha maior conquista dentro do Xadrez, por conta disso, estou muito feliz com o resultado obtido em Lajeado”.
Perguntado sobre quem seria sua grande inspiração na modalidade, Felipe não titubeia. “Com certeza, é a minha família e meu professor Heidy. Dedico este título a eles”, diz.
Além de Felipe, o Colégio Sinodal Doutor Blumenau teve outros bons resultados durante a 48ª Onase. Na categoria infantil feminino, Bárbara Rahn ficou com a medalha de bronze. Além disso, no Juvenil feminino, Helena Sophia Strauss Mohr ficou com a prata e Paola Stéfany Maass terminou a competição em quinto. “Foi diferente, pois o nível da competição era muito alto, eram muitas escolas participando. Por isso, foi um surpresa para a gente”, dizem as alunas.
Para a Diretora, Margareth Ripp Butzke, o resultado mostra o quanto a instituição de ensino é preocupada em dar o melhor para os seus alunos. “Assim como todos falaram, foi um surpresa para a gente, pois fazia muito tempo que não conseguíamos nos classificar. Depois de um título nacional e importantes colocações, ficou o gosto de ‘quero mais’. Com certeza, vamos continuar incentivando os alunos a participaram, não só da modalidade de Xadrez, mas de todas que a Onase envolve”, enfatiza.
A mesma opinião é compartilhada pela professora de Educação Física, Nicole Wiesner. “O mais legal é que conseguimos nos destacar no meio de escolas que possuem mais estrutura, de porte muito maior. Isso é muito gratificante e nos enche de orgulho, com ainda mais vontade de continuar trabalhando em prol da educação”.
As conquistas pomerodenses colaboraram para que Santa Catarina voltasse de terras gaúchas com sete medalhas e seis troféus. Por equipe, o Colégio Sinodal Doutor Blumenau terminou a competição na oitava colocação.
Com o título nacional, Felipe André Rahn se consolida com um promissor enxadrista pomerodense. Só no ano de 2012, o aluno se destacou em diversos campeonatos e torneios, entre eles, as Olimpíadas Entre Clubes de Caça e Tiro de Pomerode – Oliclubes e 12º Jogos da Juventude Catarinense – Olesc. Com afinco e determinação, Felipe tem tudo para escrever seu nome no hall esportivo da fama.