Fabiana Gripa, ex-Seleção Brasileira, participa de patota de Handebol, em Pomerode
Blumenauense prestigiou a atividade recreativa do Grifus Handball, juntamente com a sua família.
O Grifus, time de Handebol da cidade mais alemã do Brasil, ainda não retomou os seus treinamentos, por conta da pandemia da Covid-19. No entanto, para que suas atletas se mantenham ativas, foi formada uma patota, que pratica a modalidade semanalmente, de maneira recreativa, no Ginásio Erich Netzsch (Acaen).
Só que nesta quarta-feira, 21 de outubro, o grupo recebeu um “reforço” bastante ilustre: a ex-jogadora Fabiana Gripa, blumenauense, que defendeu a Seleção Brasileira e foi campeã dos Jogos Pan-Americanos, realizados em 2007, no Rio de Janeiro. Segundo Iriane Schmidt, integrante da patota, a oportunidade surgiu através da atleta Anabella, que jogou com Fabiana pela equipe de Blumenau. “Nossos treinos oficiais ainda não retornaram, devido à pandemia, mas como somos apaixonadas pelo Handebol, quando surgiu a oportunidade de voltarmos com a patota, convidamos algumas meninas que já jogavam. Além da Fabi, tivemos o prazer de receber a Marcela Graciano, que também representou Blumenau durante anos”, ressalta.
Ainda conforme Iriane, para o time, além de enriquecedor, é muito gratificante ter alguém que foi tão longe no Handebol. “Temos um ano de caminhada e, neste período, já conhecemos pessoas incríveis. E a Fabi é uma delas. Isso nos dá mais certeza que estamos no caminho certo e que sabemos onde queremos chegar”.
Jaciara da Silva Sá, outra integrante da patota, complementa que a sua experiência vai além das quadras. “Além de toda habilidade, é um exemplo de mãe, simpatia e amor ao esporte”.
Fabiana Gripa, na época em que atuava por Blumenau | Foto: Divulgação / Blumenau/Furb/Foz do Brasil
A própria Fabiana se encantou com a receptividade por parte do time pomerodesse. “A Anabella falou do grupo, me convidou, aí convidei meu filho. Meu marido se empolgou também e viemos em família. Inclusive, o mais velho jogou conosco. Gostei muito da quadra e pude perceber que as meninas estão lá porque gostam e querem se dedicar à modalidade”, enfatiza.
Mesmo assim, a ex-atleta ressalta que o Handebol poderia ter mais incentivo. “Acredito demais no investimento ao trabalho de base, em bons profissionais, infraestrutura, materiais para treinos e plano de saúde para os atletas. Só que a grande maioria joga por prazer. Infelizmente, não há o devido reconhecimento. Tanto atletas, quanto os técnicos, deveriam ter mais respaldo de leis que proporcionassem mais segurança para esse grupo”, finaliza.
