Professor Dilnei Marcellino morre, aos 52 anos
Ele teve a morte cerebral decretada na tarde desta terça, 28 de julho.
O esporte pomerodense perdeu mais um dos seu protagonistas. Na última terça-feira, 28 de julho, o professor Dilnei Marcellino foi vencido por um câncer no fígado e faleceu, aos 52 anos, no Hospital São José, em Jaraguá do Sul. Ele estava internado desde o dia 22 de junho, porém, um mês depois, foi transferido para a UTI e viu seu quadro clínico se agravar ainda mais, ao contrair Covid-19.
Marcellino se dedicou ao esporte durante toda vida, tanto que foi atleta da Seleção Catarinense de Vôlei e começou a trabalhar como técnico na década de 1990, formando muitos atletas em diversas regiões do Estado, inclusive, em nível mundial. Em Pomerode, sua trajetória esportiva também teve muitos capítulos vitoriosos.
Os principais deles, dentro do futebol, foram vividos no Água Verde, onde chegou no ano de 2009, como preparador físico, permanecendo até 2013. Neste período, foi campeão da LPD, em 2011, e treinador da equipe, no ano de 2012. Após uma passagem pelo Floresta, em 2014, onde foi também preparador físico e auxiliar técnico, retornou ao “Verdinho”, em 2017, para trabalhar por mais dois anos.
Vice-campeão com o Água Verde, em sua última passagem, no ano de 2018 (Foto: Arquivo JP)
Ainda neste período, entre 2009 e 2012, comandou o Atletismo pomerodense, conquistando importantes resultados, tanto na base, quanto no rendimento. Atualmente, atuava como técnico de Atletismo do município de Guaramirim e da Corville, equipe de Joinville. Naquela cidade, se tornou um ícone do esporte local, ao ser professor não só de Atletismo, mas também de Vôlei e Futebol amador, marcando seu nome no tradicional time do Couve, ao participar de todas as conquistas da história do clube. No ano passado, ainda recebeu a Comenda Peabiru, em sessão solene da Câmara Municipal, pelos serviços prestados ao esporte da cidade.
Deixou a esposa Vanessa, dois filhos, demais familiares e muitos amigos que fez, por onde passou. Nas redes sociais, muitos se solidarizaram com a família, neste momento delicado em que o mundo está passando.

Professor fez um grande trabalho no Atletismo, em diversas cidades (Foto: Arquivo Pessoal)
O empresário Rolf Porath falou sobre o amigo e o seu trabalho realizado no Água Verde. “O Dilnei era um cara de grupo, extremamente envolvido. Tanto que, durante as semanas que antecediam os jogos, ele ligava para saber e conversar sobre os atletas e suas condições. Extremo conhecedor da questão física, ele sabia de todos os movimentos dos jogadores da equipe. O esporte perde muito com a sua morte, tanto no futebol, quanto no Atletismo. O seu espírito familiar deu muito certo no Água Verde. Posso dizer que perdi um grande amigo”, relata.

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