Mulher é vítima de estelionato, em frente à Caixa Econômica, em Timbó
Entenda como o golpe é aplicado, para se precaver da ação criminosa
Na manhã de sexta-feira, 12 de junho, por volta das 11h30min, a Polícia Militar de Timbó foi acionada para uma ocorrência de estelionato, na Avenida Getúlio Vargas, em frente à Caixa Econômica Federal, no Centro da cidade. A vítima foi uma mulher de 35 anos.
Ela relatou aos policiais ter caído em um golpe, por ter encontrado, supostamente, uma quantia de dinheiro em um envelope e que receberia uma recompensa pela devolução do suposto valor. Como garantia, os golpistas pediram que ela deixasse seus pertences, para depois receber a recompensa.
Os golpistas, então, levaram sua bolsa, contendo certa quantia em dinheiro, um celular, chave do veículo e documentos pessoais. A guarnição realizou rondas, porém nenhum suspeito foi localizado.
Diante dos fatos foi lavrado o presente boletim de ocorrência pela guarnição PM no local.
Como os golpistas agem
Após o ocorrido, a Polícia emitiu uma nota com orientações e explicações sobre a maneira como o golpe é aplicado, para que a população possa evitar ser vítima dos criminosos.
Segundo a PM, trata-se do famoso golpe no qual há um envelope contendo um “bolinho” de dinheiro. O golpe frequentemente é aplicado por dois agentes, e funciona da seguinte forma: um deles, ao passar pela vítima “deixa cair” um envelope ao pés dela e segue andando. A vítima coleta o envelope e normalmente, usando, de boa fé, tenta devolver o envelope ao golpista. É neste momento que um outro golpista aparece na cena.
O primeiro homem (o que deixou cair o envelope), de maneira convincente, agradece muito a vítima por ter achado seu dinheiro e, nesse momento, mostra o conteúdo do envelope. Na realidade se trata de um bolo de jornais, confeccionado com uma nota de 50 reais, de forma sanfonada, dando a impressão de que seriam inúmeras notas. Então, o golpista sugere que a pessoa receba uma recompensa pelo seu bom ato.
O criminoso oferece a quantia de R$ 400,00 à vítima por sua honestidade em devolver o envelope, sendo que o segundo golpista figura como sendo a outra pessoa que viu o envelope cair, e diz que, supostamente, já recebeu seus 400 reais.
A vítima, crente que receberá seus 400 reais de recompensa, acaba deixando sua bolsa como garantia de que não vai sumir com o envelope cheio de dinheiro. Nesse momento, já de posse dos bens da vítima, os golpistas dão um jeito de distrair a pessoa que está sendo enganada e fugir do local.
É um golpe exclusivamente de convencimento. A vítima teria que levar o suposto envelope até um escritório de engenharia e lá o proprietário do escritório faria o pagamento da recompensa, no entanto, o escritório não existe. Quando a vítima volta para pegar seus pertences de volta já não encontra mais os golpistas.
O golpe, normalmente, é aplicado na saída da Caixa Econômica Federal, sendo que os agentes ficam monitorando quem saca dinheiro no caixa eletrônico e que a bolsa da vítima terá algum valor monetário para ser subtraindo.
