Comunidade

Desigualdade na divisão de afazeres domésticos continua, aponta IBGE

A diferença de horas semanais dedicadas a essas tarefas entre homens e mulheres é de 10,4 horas

4 de junho de 2020

Dados divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Pesquisa e Estatística (IBGE) apontam que as mulheres dedicam mais horas do dia ao cuidado de pessoas e aos afazeres domésticos. Enquanto em 2019 a população com  14 anos ou mais se dedicava em média 16,8 horas semanais, as médias divididas entre homens e mulheres era de 21,4 para elas e 11 horas entre eles. 

De 2016 para 2019, os números apontam um aumento na desigualdade dessas horas dedicadas, que aumentaram de 9,9 para 10,4 horas semanais. Os 146,7 milhões de pessoas que realizavam tarefas da casa no ano passado correspondiam a 85,7% da população. O percentual correspondia a 92,1% entre as mulheres e 78,6% entre os homens. 

Em Santa Catarina, mais de 5,4 milhões de pessoas de 14 anos ou mais de idade realizaram outras formas de trabalho. A taxa de realização foi de 90,5%, a 6ª maior entre os estados brasileiros e igual a de 2018, porém 0,6% menor que a do ano de 2017 (91,1%).

“Afazeres domésticos” foi a forma de trabalho com a maior taxa de realização no estado catarinense (89,3%), seguida de “cuidado de pessoas” (28,6%), “produção para o próprio consumo” (7,8%) e “trabalho voluntário (4%).

A média de horas dedicadas aos Afazeres domésticos e/ou ao Cuidado de pessoas foi de 15,9 horas semanais.

O Nordeste foi o apontado com a maior diferença, as mulheres chegam a dispor de 21 pontos percentuais a mais em relação a realização dessas tarefas, contra o Sul, que tem a menor marca, com 9,9% a mais para elas.

Outro ponto levantado foi a dedicação a cuidar de moradores no domicílio ou de parentes, mesmo que não morem juntos. Nesse caso, a taxa de realização no ano passado foi de 31,6% — 25,9% para homens e 36,8% para mulheres. A maior parte dos cuidados foram para moradores entre 0 e 5 anos (49,2%) e de 6 a 15 (52%).

Pela faixa etária, os jovens os que tiveram a menor taxa de realização de afazeres domésticos. Entre 14 e 24 anos, a taxa foi de 76,9%. Já a população entre 25 e 49 anos, a pesquisa aponta 89,2%. Os homens entre 14 e 24 anos registraram 67,8%, e menor taxa; e as mulheres registram a maior, com 95,5%.

A única atividade que os homens realizam mais que as mulheres são os pequenos reparos. Já atividades ligadas à alimentação, arrumação do domicílio, limpeza de roupas e sapatos ficam concentradas nas mulheres.

O levantamento revelou também que a taxa de realização de afazeres de homens morando sós é semelhante à das mulheres. Entre as mulheres, não existe grandes diferenças na realização de alguns afazeres e o fato dela morar sozinha ou com outras pessoas. 

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