Polícia

Em meio a pandemia, ocorrências de perturbação de sossego alheio têm sido recorrentes

No sábado, 23 de maio, a Polícia Militar de Pomerode atendeu ao quarto chamado de perturbação de sossego alheio na mesma residência. Os fatos ocorreram em datas distintas, mas traz à tona uma realidade estadual

24 de maio de 2020

A noite era de sábado, 23 de maio. Por volta das 22h, a Polícia Militar de Pomerode foi acionada para atender ocorrência de perturbação de sossego alheio no bairro Ribeirão Areia.

Em virtude do barulho proveniente do alto volume emitido por um aparelho de som vindo de uma residência, a guarnição foi chamada e foi averiguar a situação. Ainda na via, ao aproximar-se do local, os policiais já puderam constatar o barulho e visualizar um grupo de pessoas reunidas no pátio da casa.

Ao conversar com o morador, foi-lhe explicado o procedimento, e ele permitiu a entrada da guarnição para a retirada do aparelho. Em seguida, foi efetuado um Boletim de Ocorrência.

Esta foi a quarta vez em que a Polícia Militar se fez presente ao local em razão de perturbação de sossega alheio. As ocorrências nesta residência foram registradas em datas diversas, porém, ressaltam uma realidade comum em nosso estado em período de isolamento social.

No fim desta semana, a Polícia Militar de Santa Catarina relatou um fato ocorrido no 10º Batalhão da PM de Blumenau, mas que revela a preocupação com o descumprimento das orientações das autoridades quanto ao Covid-19. O órgão pede conscientização da população e mostra que, somente na quinta-feira, dia 21 de maio, mais de 400 ocorrências foram registradas em Santa Catarina.

 

Confira o relato da ocorrência, descrito nas redes sociais da PMSC:

A PMSC recebe um chamado de perturbação do sossego, uma hora da manhã de quinta-feira. Reclamação de vários vizinhos. Chega ao local, constata um veículo no interior do pátio da residência, com som extremamente alto e algumas pessoas aglomeradas. Fala com toda a educação possível:

– Boa noite. Temos um chamado nesse local. Por gentileza, quem é o proprietário da residência? Preciso que apresente um documento de identificação.
– Sou eu. (Responde uma moça, com visíveis sintomas de embriaguez). Mas eu não tenho documento.
– Mas a senhora não mora aqui? Como que não tem um documento em casa?
– Sério que vou ter que ir lá dentro pegar um documento???!

– Sim. Sério. Por gentileza. Desliga o som, pede para o pessoal ir pra casa, cessa a aglomeração e apresenta um documento pra mim.

– Ah, mas não vou entrar lá pegar. Só vou baixar o som e ninguém vai embora. A casa é minha.
– Senhora. Por gentileza. Se não buscar o documento e cessar a perturbação eu vou ter que prender a senhora por perturbação, desobediência e por infringir determinação do poder público, destinada a impedir a propagação de doença contagiosa.

– Ah, mas pra que tudo isso?????

– Chega. Pega o documento agora e cumpre a determinação! Já falei três vezes! Não tenho a noite inteira pra ficar aqui perdendo tempo com isso e tem mais dezenas de ocorrências pra atender!

– Nossa, que homem mais estúpido! Nunca ninguém falou comigo assim tão alto. Vou te denunciar na Corregedoria.

Essa história foi um relato de uma ocorrência no 10º Batalhão PMSC de Blumenau, mas acontece em toda Santa Catarina. Só na noite da última quinta-feira,  21 de maio, foram 453 ocorrências de perturbação, em meio a uma pandemia. Conscientizar a população ainda é a melhor solução!

 

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