FCF busca soluções para o futebol catarinense
Durante reunião, os dirigentes apresentaram as suas condições e dificuldades financeiras que estão vivendo com a paralisação do campeonato.
Na semana passada, o Governo de Santa Catarina anunciou, de maneira oficial, o indeferimento do pedido para o retorno gradual das atividades no futebol em nosso estado. Com isso, a Federação Catarinense de Futebol (FCF) e a Associação de Clubes de Futebol Profissional de Santa Catarina (SCClubes) convocaram uma reunião com os representantes dos clubes que disputam o Campeonato Catarinense da Série A.
No encontro, presidentes e representantes dos 10 clubes, discutiram, através de videoconferência, as medidas administrativas e operacionais a serem tomadas para conviver com o novo momento do futebol catarinense.
Durante a reunião, os dirigentes apresentaram, em detalhes, as suas condições e dificuldades financeiras que estão vivendo com a paralisação do campeonato, em virtude da pandemia estabelecida pela Covid-19.
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Rubens Angelotti, presidente da FCF (Foto: Ascom / FCF)
Várias medidas apresentadas na reunião visam evitar que os clubes antecipem a decisão de rescindir contratos de atletas, demitir colaboradores em massa e, até mesmo, o ato extremo de desistência do campeonato, o que acarretaria o encerramento das atividades, com prejuízos sociais ainda mais nefastos à economia e à sociedade catarinense.
Entre as ideias aprovados, estão a liberação de recursos da FCF, da SCClubes e de alguns integrantes do campeonato, para clubes com maiores dificuldades financeiras, empréstimo de atletas entre os times, compra coletiva de testes e equipamentos para a proteção contra o coronavírus.
“Depois de desenvolver um protocolo médico apresentado ao Governo do Estado, os clubes tinham esperança da liberação imediata da volta aos treinos. Diante dos novos fatos, seguiremos aguardando que as autoridades responsáveis analisem, dentro de seus critérios técnicos, a concessão do retorno da atividade dos profissionais do futebol, importante segmento da sociedade catarinense”, frisa o presidente da FCF, Rubens Angelotti.
Esta questão também é debatida entre as ligas não-profissionais, que, igualmente, estão sofrendo com a paralisação de suas competições. Segundo José Carlos Goulart, do departamento de Competições Especiais, tudo depende da evolução da pandemia e das liberações por parte do Governo do Estado. “Ou seja, há uma série de requisitos para esta retomada. Há conversas frequentes com os presidentes das 21 ligas de futebol não-profissional, mas, infelizmente, hoje não temos um parecer. Estamos no aguardo de definições das autoridades de saúde e, aí sim, poderemos adaptar o calendário”, ressalta.
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José Carlos Goulart, departamento de Competições Especiais (Foto: Ascom / FCF)
Goulart ainda garante que nenhuma competição em andamento foi cancelada, tampouco, retirada do calendário. “É certo que será um ano atípico e vamos trabalhar dentro da realidade de cada liga e de cada competição, para retomar os trabalhos, da melhor forma. E para que o impacto da pandemia seja o menor possível, na categoria”, conclui.
