A estrela solitária o conduz
Time de grandes feitos, o Botafogo de Futebol e Regatas continua colecionando torcedores, pelo país afora.
Time de grandes feitos, que já teve a honra de vestir alguns dos melhores jogadores do Brasil, continua colecionando torcedores, pelo país afora. E um deles é o nosso personagem de mais uma reportagem da série “Fanáticos”. Desde muito novo, o líder de Qualidade Têxtil, Marcio José da Silva, coleciona histórias com o seu time do coração: o Botafogo de Futebol e Regatas.
“Minha paixão pelo Botafogo veio lá da infância, de algum lugar escondido, que nem sei ao certo de onde surgiu. Sei que minha mãe, a saudosa Anadir, era botafoguense; e meu pai, Vitorino, vascaíno. Por algum motivo, escolhi o alvinegro para torcer, então, ela foi a minha maior influência”, destaca o torcedor, de 39 anos.
Silva também conta que, na sua infância, gostava de ser chamado pelo nome de um dos jogadores que mais se destacou com a camisa alvinegra. “Não era e nem sou muito de fazer loucuras pelo time, mas quando era ‘moleque’, eu jogava futebol na escola ou na rua, e nesta época, pedia que meus amigos me chamassem de Pantera (Donizete). Nossa galera sempre apelidava uns aos outros”.
Quando era ‘moleque’, eu jogava futebol na escola ou na rua, e nesta época, pedia que meus amigos me chamassem de Pantera (Donizete). Nossa galera sempre apelidava uns aos outros.
Durante esta trajetória, o torcedor destaca um jogo que, apesar de não ter visto, é inesquecível em sua memória. “Foi o do título do Campeonato Brasileiro de 1995, em cima do Santos. Foi num dia que voltamos da praia e, justamente na hora do jogo, estávamos em viagem. Eu lembro que ouvi a decisão pelo rádio e foi a maior angústia, pois a recepção não era muito boa e saía do ar direto. Os carros tinham bandeiras e faixas nas cores preto e branco, eu via aquilo e ficava desesperado, sem saber se era o Botafogo ou o Santos que havia vencido o jogo. Foi uma tortura, até eu saber que nós, alvinegros cariocas, fomos os agraciados com aquele título”, relembra. Tanto que, um dos seus ídolos, foi o grande protagonista daquela passagem. “A camisa 7 é eterna dentro da história desse clube. No passado, era considerada ‘mística’ e muitos que usaram esse número, tiveram grandes conquistas. Há vários jogadores que conheço, apenas por nome, que estiveram presentes na ‘era de ouro’ do Glorioso, como Garrincha, Manga, Nilton Santos, Jairzinho, Zequinha. Mais recentemente, tivemos o goleiro Vágner e o holandês Seedorf. Só que Túlio Maravilha, para mim, é o camisa 7 que jamais vou esquecer. Eu o acompanhei na minha adolescência e quando ele falava que ia fazer gols, ele ia lá e fazia mesmo”, acrescenta.

Nas festas de família, o torcedor sempre faz questão de vestir o uniforme alvinegro (Foto: Divulgação)
E, claro, em se falando de futebol, a rivalidade também se faz presente. “A maioria dos meus amigos, e até familiares, é flamenguista. Eu suporto bem as brincadeiras saudáveis, mas confesso que não gosto muito do fanatismo exagerado de alguns. Mas sempre consigo respondê-las de forma sadia”, comenta, mesmo sabendo que a fase não anda lá aquelas coisas. “Vejo que a gestão atual do Botafogo deixa a desejar, até porque, temos exemplos de times com menor expressão, que estão conseguindo muito, com pouco. O que precisamos é de gestão e renovação do elenco”, complementa.
Mas nem mesmo isso tira a paixão de Silva pelo seu time, que faz questão de exaltar. “Glorioso do passado, Glorioso sempre, Glorioso em qualquer lugar”, finaliza.

Em visita ao Museu do Futebol, Silva relembrou a maior goleada do futebol brasileiro, protagonizada pelo seu clube do coração (Foto: Arquivo Pessoal)
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