Uma prática esportiva que move a saúde
Grupo com cerca de 30 idosos, entre 50 e 75 anos, compõe os times máster e sênior do Voleibol pomerodense.
Quando a idade chega, o corpo começa a ter certas restrições em relação a exercícios físicos e a frequência da prática de atividades se torna menor em relação à juventude. Uns preferem descansar um pouco, outros procuram alternativas para se manter em plena atividade.
E, no Ginásio Ralf Knaesel, a idade não é um dos motivos para ficar parado. Um grupo com cerca de 30 idosos, com a faixa etária entre 50 e 75 anos, compõe os times máster e sênior do Voleibol de Pomerode. Os treinamentos ocorrem toda segunda e quarta, sempre no período da manhã, com duração de duas horas de prática esportiva.
Treinamentos ocorrem duas vezes por semana, no Ginásio Ralf Knaesel (Foto: Raphael Carrasco)
A regra do jogo é diferente e também pode variar de campeonato para campeonato. Em geral, os jogos permitem que o atleta segure a bola uma vez, sem a necessidade de mandar direto para a quadra adversária, o que facilita a prática do exercício para os idosos, já que, alguns movimentos acabam ficando restritos e cuidados a mais são tomados para que lesões não sejam registrados durante os treinamentos e jogos. No mais, as regras são as mesmas do Voleibol tradicional, sendo a mesma dimensão de quadra e, dependendo da categoria, a rede fica um pouco abaixo da altura oficial, regulamentada pela Federação Internacional de Voleibol (FIBV).
Uma das equipes da categoria feminina, disputa a semifinal da etapa regional de Voleibol para a terceira idade, em Porto Belo, na sexta dia 26 de julho. As meninas entram em quadra pela categoria sênior. Uma delas, que marcará presença nos jogos finais é a Roseli Weege Krüger, 64 anos, que sempre foi uma apaixonada pela prática de exercícios físicos e encontrou no grupo do Vôlei um motivo para continuar a se exercitar.
“Eu sempre pratiquei vários exercícios, desde o atletismo até a natação, participei de jogos universitários e outras competições escolares. O esporte tá no meu sangue e quando soube desse grupo não pensei duas vezes em estar aqui. E, é um prazer enorme participar com essa equipe de Pomerode, é uma equipe nova e ela está evoluindo com os treinamentos. Já participamos de campeonatos e fizemos bons resultados”, comenta.
“Eu sempre pratiquei vários exercícios, desde o atletismo até a natação, participei de jogos universitários e outras competições escolares. O esporte tá no meu sangue e quando soube desse grupo não pensei duas vezes em estar aqui.
Além de disputar campeonatos pelo Estado e também pelo Brasil, o que mais se vê no grupo não é apenas a vontade de ganhar uma partida, mas sim, a socialização entre eles, o que permite boas risadas, novas amizades e acima de tudo, trabalho em equipe. O professor de Educação Física e treinador dos times sênior e máster do Voleibol de Pomerode, André Pauli Corrêa, ressalta a importância da prática da atividade para melhorar o condicionamento físico e promover a integração social.
“Muitos falavam que ficavam em casa, sem ter o que fazer, até mesmo em casos de depressão e chegaram aqui e encontram no vôlei uma forma de aliviar os problemas. Com esse convívio e interação, eles acabam se divertindo bastante, pois o esporte é uma forma de divertimento e quando eles chegam aqui, conversam entre si, dão risadas das jogadas, o que acontece nos jogos e nos treinos. A prática do exercício também proporciona benefícios tanto na parte metabólica, quanto muscular”, explica o educador físico.
Treinamentos ocorrem duas vezes por semana, no Ginásio Ralf Knaesel (Foto: Raphael Carrasco)
Um dos mais “experientes” da turma, Pedro Canisio Schorr, de 73 anos, está no grupo de Vôlei há mais de dois anos e meio e sempre se sente ansioso depois dos treinos, já na espera dos próximos.
“É fantástico participar disso. Eu jogo, toda quarta, com um grupo com pessoas mais jovens e acabo aprendendo com eles, também. É muito bom, o grupo aqui é sensacional, de primeira linha e a amizade que acabamos fazendo com o esporte é algo muito bom e indescritível. Isso sem falar na saúde, não tem coisa melhor, pois acaba estimulando o corpo e temos que levar o esporte com uma pegada menos competitiva e isso acaba não criando inimizades com os outros”, relata.