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Grifus Handball: aspirando grandes conquistas

Pomerode está se tornando um celeiro de novas modalidades, que começam a contagiar novos adeptos e abrem o leque de opções de atividades. E uma dessas modalidades, apesar de ser muito trabalhada na rede de ensino, ainda não possuía um time de rendimento.

8 de março de 2019

Pomerode está se tornando um celeiro de novas modalidades, que começam a contagiar novos adeptos e abrem o leque de opções de atividades. E uma dessas modalidades, apesar de ser muito trabalhada na rede de ensino, ainda não possuía um time de rendimento. Não possuía, pois desde janeiro deste ano, um grupo de meninas resolveu treinar Handebol, visando competições, como a Liga SC e os Jogos Abertos de Santa Catarina. Trata-se do Grifus Handball, cujos treinamentos ocorrem no Ginásio Ralf Knaesel, às segundas e quintas-feiras, das 20h às 22h.

A vontade de participar do campeonato estadual se concretizou no dia 23 de fevereiro, quando as dirigentes participaram da Assembleia Geral da Liga Santa Catarina de Handebol, em Balneário Camboriú, para planejamento das competições deste ano. “Nós entramos em contato com o T-Rex, de Timbó, e elas nos passaram que havia a Liga SC, a um custo baixo de participação. Por isso, estivemos na reunião e vimos que haveria a possibilidade de estarmos nas disputas”, comenta a atleta Natasha Djenipher Stinghen.

No entanto, a paixão pelo Handebol não é de agora. “O projeto iniciou este ano, mas já treinamos há uns três ou quatro anos, como patota e uma forma de diversão. E como tínhamos um grande número de meninas adeptas, houve essa vontade de montar um time que representasse Pomerode”, declara a também atleta Jaciara da Silva Sá.

E já que levará as cores de Pomerode estado a fora, o nome da equipe também foi escolhido com cuidado. “Queríamos algo que remetesse a Pomerode, então, fomos em busca de simbologias e nomes, quando percebemos que na bandeira pomerodese havia o grifo (dragão), que é um dos símbolos da Pomerânia. E como é um nome pequeno, de fácil memorização e que traz o nome de Pomerode, também, para o Handebol, denominamos a equipe de Grifus Handball”, acrescenta.

A Funpeel também está apoiando o projeto, tanto que, na semana passada, doou bolas para que os treinamentos tenham ainda mais qualidade, tanto de material, quanto humano. “Estamos fazendo a divulgação em redes sociais e, a cada treino, surgem novas jogadoras, o que nos deixa muito satisfeitas. Até temos planos de, quando tivermos uma boa estrutura, iniciar a categoria masculina, além de fazer um trabalho de base, para que possamos incentivar o esporte desde cedo, entre crianças e jovens”, pondera Natasha.

Só que um grande desafio como esse, precisa de um comandante experiente. E experiência não falta a Marlon Boralho, treinador das meninas. Natural do Maranhão, desde 2012 está em Santa Catarina, onde jogou no time de Blumenau. Mas antes disso, durante 15 anos, atuou em diversas equipes pelo País, principalmente no Norte e Nordeste, pelas quais conquistou títulos e a “cancha” necessária para engrandecer, ainda mais, o projeto do Grifus Handball. “Está sendo um desafio bem grande. Eu vim para o Sul por causa do Handebol, contratado pela equipe de Blumenau. E agora, do lado de fora, está sendo uma experiência bem legal, com uma visão bem diferente. Espero poder contribuir para o crescimento da modalidade na cidade de Pomerode”, enfatiza.

O professor também destaca que os treinamentos estão sendo bastante específicos, visando a participação em competições e não apenas como um lazer. “Nos trabalhos, tentamos passar um pouco do básico para as meninas, com relação a movimentações, ataque e defesa, para que possam começar a entender o jogo. Como o objetivo do time é a competição e o rendimento, a sistemática de treinos precisa ser desta maneira. E o resultado está me surpreendendo”, finaliza.

Os treinamentos estão abertos a todas que queiram participar. Para isso, basta procurar a equipe nas rede sociais, ou ainda, nos dias em que os trabalhos são realizados, no Ginásio Ralf Knaesel.

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