Três finais, três troféus
Conquistar um troféu nas Competições Típicas não é para qualquer um. Ir para a final em três modalidades e levar para casa três troféus, é um feito ainda mais louvável.
Conquistar um troféu nas Competições Típicas da Festa Pomerana não é para qualquer um. Ir para a final em três modalidades e levar para casa três troféus, é um feito ainda mais louvável. Pois é exatamente isso que aconteceu com Charles Teske, 25 anos, em 2014. Finalista no Lenhador, no Serrador e no É Tudo Linguiça, o morador do Vale do Selke Pequeno subiu ao pódio nas três modalidades, coisa que não acontece há, pelo menos, dez anos. Vindo de uma família tradicional neste tipo de disputa, o jovem se sente muito orgulhoso em poder representá-la durante as festividades de janeiro. Meu pai e meu primo estão sempre comigo, um dando força para o outro. Isso é muito legal, pois o primeiro mês do ano é dedicado às competições da Festa Pomerana, ressalta.
A sua primeira participação se deu quanto tinha 13 anos, no ano de 2002, na modalidade de Serrador. Cinco anos depois, começou a competir no Lenhador. Já na Linguiça, esta foi a sua primeira participação. Na época, eu serrava com meu primo Leonardo e meu amigo Ricardo Reinke. Participamos durante seis anos, quando chegamos à primeira final. No Lenhador, estou na terceira consecutiva e na competição da Linguiça, logo cheguei à decisão esse ano. Foi engraçado, pois foi quase uma ‘provocação do meu amigo Moacir Krueger, pois ele estava disputando no Lenhador e me intimou a competir na Linguiça. Quando me classifiquei à final, fiquei muito feliz, mas sabia que seria difícil vencê-lo, conta, aos risos.
Participar das Competições Típicas está no sangue de Charles, pois seu pai, Horst Teske, é tetradecacampeão (14 vezes) do Lenhador, além do seu primo Leonardo Teske, com quem faz dupla no Serrador. O Leonardo é como se fosse um irmão para mim. Como moramos perto, estamos sempre juntos e nossa sintonia é perfeita. Ao contrário do que muitos pensam, não treinamos em casa, fazemos isso durante a Festa Pomerana, para que possamos chegar bem às finais, enfatiza. Por exemplo, em 2014, Charles competiu oito vezes no Serrador, cinco vezes no Lenhador e quatro vezes na Linguiça. Vamos aprimorando as técnicas durante a competição, o que se torna mais fácil, pois trabalhamos com essas ferramentas no nosso dia a dia, completa.
Além da Festa Pomerana, a família também participa de outros eventos, como a Olimpíada Entre Clubes de Blumenau, a qual disputam pelo C.C.T. Testo Salto. Eu e o Leonardo vamos na serra e meu pai participa no Lenhador e no Cabo de Guerra. Na estante lá de casa, temos cerca de 30 troféus, além de 260 medalhas, algumas delas conquistadas também no Tiro. Para nós, a premiação é uma consequência, o que importa é participar, pois isso já se tornou uma diversão, um esporte, relata.
Para Charles, chegar a uma final é algo inesquecível, pois há uma grande pressão. Além disso, a visibilidade em torno das competições faz com que busquem sempre a melhor colocação. A cada ano, vemos uma evolução dos competidores, por isso, temos que estar preparados para tempos cada vez menores. Lógico, na hora bate um nervosismo, pois o envolvimento é muito grande e procuramos analisar o tempo de nossos adversários. As modalidades exigem muita técnica e ser o melhor depende de muitos fatores, entre eles, muita concentração. Por isso, chegar a três finais e levar três troféus para casa é motivo de orgulho, finaliza.
Na edição de 2014, Charles Teske terminou a competição do Lenhador na segunda colocação, empatado com Moacir Krueger, algo também inédito na história. Na primeira colocação ficou seu pai, Horst. Na competição É Tudo Linguiça, figurou, igualmente, em segundo lugar, perdendo justamente para o campeão Moacir. E no Serrador, recebeu o troféu de terceiro colocado, juntamente com seu parceiro e primo Leonardo. Em tempo: a dupla campeã foi formada por Horst Teske e Wiegand Ott.