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Piloto pomerodense “sente o gosto”, novamente, da velocidade

Um retorno a uma atividade é sempre cercado de muita expectativa e uma certa apreensão. Mas, quando o objetivo é alcançado, o sentimento de dever cumprido toma conta. De certa forma, foi isso que sentiu o piloto pomerodense André Krueger.

20 de novembro de 2018

Um retorno a uma atividade é sempre cercado de muita expectativa e uma certa apreensão. Mas, quando o objetivo é alcançado, o sentimento de dever cumprido toma conta. De certa forma, foi isso que sentiu o piloto pomerodense André Krueger, no fim de semana, após participar da 6ª etapa do Campeonato Catarinense de Velocidade na Terra, no Autódromo Municipal Lourenço Schreiner, em Rio Represo, São Bento do Sul. E mesmo estando um pouco “enferrujado”, o DNA falou mais alto e Krueger terminou a bateria de sábado, dia 10, em segundo lugar, na Categoria Marcas B.

“Eu curto o automobilismo e estava com muita vontade de acelerar novamente. Fiquei muito contente em conseguir andar no meio do grid com os pilotos que não pararam, desde o campeonato em 2015. Tive dificuldades em me adaptar ao carro, mas, com alguns treinos, conseguimos desenvolver um setup razoável, apostando em um piso mais seco. Foi um fim de semana de muita velocidade e adrenalina”, relata.

Mas nem tudo foram “flores” para o piloto de nossa cidade. “Na bateria de domingo, após estar no meio do pelotão, pois a Marcas A e B largam juntas, acabei sofrendo um toque que, além de desalinhar o carro, furou um pneu e gerou outros problemas. Tentei voltar, mas como o carro não estava em condições, tive que abandonar, faltando quatro voltas para o final. Acabei ficando com a 4ª colocação”.

No entanto, as dificuldades não tiram a motivação de Krueger, que espera voltar ao circuito da velocidade, com força total, já em 2019. “Minha projeção era competir novamente em dois anos, porém, estamos em conversas com os antigos patrocinadores e tentando ‘acertar os ponteiros’ para viabilizar a minha participação já no próximo ano, novamente”, destaca.

O pomerodense fala sobre o período em que ficou parado e, também, do momento que mais o marcou nesta volta ao cockpit do seu Gol #26. “Este período em que fiquei parado foi devido a diversos fatores: o acidente que tive em 2016, a falta de apoio financeiro e o foco no trabalho. Além disso, na época, meu objetivo foi totalmente no título, que acabou vindo, com muito esforço e dedicação de todos. Depois daquele momento, pilotar passou a ser, apenas, diversão. E um dos pontos que mais me tocou, neste fim de semana, foi a volta de apresentação. Havia muitas crianças no autódromo, por isso, jogamos alguns doces para a galera e pude escutar, por várias vezes, meu nome vindo do público. Foi gratificante ser lembrado e é um estímulo a mais para uma possível volta, no próximo ano”, finaliza Krueger, que agradece aos seus patrocinadores, ao “Regi e ao Sérgio”, pelo excelente carro, e à família e amigos que, de alguma forma, o prestigiam e apoiam.

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