Quatro vezes T-Rex
Agora, a hegemonia do Futebol Americano catarinense tem nome: T-Rex. Isso porque, no dia 07 de julho, a equipe timboense superou o São José Istepôs e levantou o seu quarto campeonato estadual seguido, superando Joinvilles Panzers e Gladiators, que tinham três cada.
Agora, a hegemonia do Futebol Americano catarinense tem nome: T-Rex. Isso porque no sábado, dia 07 de julho, a equipe timboense, mais uma vez, superou o São José Istepôs e levantou o seu quarto campeonato estadual seguido, superando Joinvilles Panzers e Gladiators, que tinham três cada. O SC Bowl XIII – nome dado ao Campeonato Catarinense – teve como palco o campo da Pista de Atletismo de Itajaí, no bairro Ressacada.
O T-Rex vinha “mordido” para essa decisão, pois o adversário foi seu algoz na temporada regular, misturado ao sentimento da traumática eliminação no Campeonato Brasileiro de 2017, ambos em casa. Por isso mesmo, a vitória por 24 a 0 tirou um peso enorme das costas da equipe, acostumada a vencer tudo o que disputava.
No primeiro quarto, os timboenses abriram o placar, após passe do quarterback Bassani para o wide-receiver Matheus Barozzi, em uma conexão de 40 jardas. O kicker pomerodense Diego Boddenberg garantiu o ponto-extra e o placar de 7 a 0. Já o segundo quarto passou em branco, mas mostrou muita qualidade na defesa do T-Rex, neutralizando as investidas do Istepôs. O time ainda teve a oportunidade de um field goal, de 55 jardas, mas Boddenberg não conseguiu mais três pontos no placar.
O terceiro quarto marcou mais uma vantagem dos timboenses. Well Garcia chegou correndo para o T-Rex, que na redzone repetiu a dobradinha: passe de 12 jardas de Bassani para Barozzi, com novo sucesso do kicker Boddenberg: 14 a 0 no placar. E o último quarto foi marcado por um novo touchdown da dupla Bassani-Barozzi, com nova participação de Boddenberg, fazendo 21 a 0 Rex. E ainda antes de terminar a partida, o pomerodense teve a honra de marcar os últimos pontos do time no catarinense, num field goal, para dar números finais ao jogo.
“Todo título tem sua importância, mas esse tem um gosto especial, por ser o tetracampeonato que conquistei junto com o Rex, fazendo história em Santa Catarina”, garante Boddenberg. Ele cita, também, que o momento mais especial aconteceu após a derrota para o São José Istepôs, em Timbó, na fase regular. “Após, o time voltou a se unir como uma família, tanto é que ‘atropelamos’, na semifinal e na final, os nossos adversários. Tanto que o nome utilizado este ano é T-Rex Reborn, pois se trata de um renascimento, principalmente depois da eliminação da BFA 2017. Muitas pessoas saíram desde a derrota, assim como, muitas pessoas começaram a fazer parte deste no T-Rex”, exalta.
O pomerodense conta que participar de uma das mais importantes equipes do Brasil é muito gratificante, porém, necessita de muito esforço. “É bastante ‘puxado’ (risos). Há treinos em campo, treinos de academia, alimentação, estudo, fins de semana treinando, inclusive aos domingos de manhã, mas tudo tem sua recompensa. Claro, isso tudo com o apoio familiar e da namorada. Por isso, gostaria de agradecer a que sempre estão juntos nos jogos, que acreditaram. Posso dizer que, mesmo após a eliminação, ano passado, para o Coritiba Crocodiles em casa, o T-Rex ainda continua gigante”, finaliza.
O time timboense terá pouco tempo para descansar e curtir o tetracampeonato estadual. Isso porque, as atenções já estão voltadas para a Liga BFA 2018 (Campeonato Brasileiro). O T-Rex iniciará a campanha para a busca do título perdido no próximo dia 21 de julho, em casa, diante do Juventude. A partida é válida pela Divisão Sul, que terá, ainda, Jaraguá Breakers e São José Istepôs representando Santa Catarina.