Esporte

Entre as quatro melhores da América do Sul

Noemi Santos participa do Arnold Sports Festival South America e fatura o Top 4 da competição internacional.

27 de abril de 2018

Conquistar os seus objetivos, com muita luta e determinação, é algo gratificante. Ainda mais quando os obstáculos teimam em tentar fazer-nos desistir. No último fim de semana, a pomerodense Noemi Santos participou do Arnold Sports Festival South America, o maior evento internacional de nutrição esportiva, saúde, esportes, lutas, performance e fitness da América do Sul, cuja primeira edição no Brasil aconteceu em 2013. E graças ao seu empenho, ela se tornou Top 4 na categoria Bodyfitness Sênior Acima 1,63m, entre 17 atletas. Tal desempenho a credencia o para o evento mundial da competição. 

Confira como foram os momentos em que esteve representando a cidade de Pomerode, em uma entrevista concedida ao Jornal de Pomerode.

JP ESPORTE – Como foi pisar naquele palco? E o que sentiu quando anunciaram o seu nome no Top 4?
NOEMI SANTOS – Pisar naquele palco foi uma sensação indescritível. Competi e conheci atletas que eu acompanhava pelas redes sociais, as quais seguia e admirava. Estar entre os quatro melhores físicos da América do Sul, na minha categoria, me deixa com o coração cheio de alegria. Havia atletas que participaram de Campeonatos Brasileiros, Sulamericanos, com mais experiência e que estão há mais tempo nesse esporte, mas que não se classificaram. Eu, em meu quinto campeonato, em quatro anos como atleta, fui a quarta melhor da categoria. Competi com argentinas, peruanas, bolivianas… E esse resultado, em um campeonato de nível internacional, demonstra que estou no caminho certo, que estou, a cada preparação, evoluindo mais. E que meu nome se mantém no pódio como uma das melhores.

JPE – Esse resultado te coloca em qual competição?
NS – Me classifica para o Arnold Classic Africa, na África do Sul, em maio; ou para o Arnold Classic Europe, na Espanha, no mês de setembro. Claro que quero muito participar, mas, devido aos custos, estou em busca de patrocínio. Toda a ajuda é bem-vinda.

JPE – Você teve algumas dificuldades na viagem a São Paulo. Quais foram elas?
NS – Na quarta-feira, passei o dia fazendo cabelo e unhas, por isso, tive que treinar às 22h e fazer cardio. Cheguei em casa, fui arrumar minha mala e dormi apenas duas horas naquela noite. Acordei, me organizei e saí para o aeroporto. O voo atrasou 2h30min. Cheguei em São Paulo e fui direto para a pesagem, que iniciou às 11h30min e terminou por volta das 16h. Muito cansada, fui para o hotel e a informação que tive era que o deslocamento levaria por volta de 10 minutos. No entanto, levou uma hora. Quando cheguei no quarto, havia apenas um micro-ondas e dois pratos, bem diferente do que eu havia reservado. Pedi, então, que me liberasse a cozinha do hotel e obtive uma resposta negativa. Neste momento, cancelei a reserva. Exausta e com fome, às 21h, estava em São Paulo, sem ter para onde ir. Sorte que, junto comigo, havia a minha aluna, Eloá, que achou um hotel disponível. Ela ligou para lá e pediu se podíamos cozinhar. O atendente disse que poderíamos usar a cozinha do hotel e, então, fomos direto para lá. Chegamos por volta das 22h e fui direto cozinhar minhas refeições para, enfim, poder comer. Naquele momento, só o que eu desejava era a minha carne, com a minha salada.

JPE – Além de tudo isso, sabemos que a sua preparação foi bastante difícil. Houve algum momento em que pensou em desistir?
NS – Sim, justamente naquela hora em que cheguei no primeiro hotel. O pessoal tinha me garantido que conseguiria cozinhar e quando vi apenas um micro-ondas e dois pratos, fiquei muito decepcionada. As marmitas que tinha levado de casa já haviam acabado e eu estava sem comer desde às 14h, e já eram 19h. Estava com muita fome. Tudo que eu tinha era uma dose de Whey. Então, tomei, respirei fundo e pensei: ‘você não vai desistir agora’. Mas foi complicado.

JPE – A quem você dedica esse troféu?
NS – Ao meu preparador, William Martins, pois ele é o responsável por toda minha evolução, a pessoa que me mostra o caminho. Ao meu treinador, Alexandre Dematte, que me ajudou na questão psicológica e nos treinos. Ele esteve do meu lado no campeonato e me auxiliou no aquecimento antes de subir ao palco. Dedico esse troféu, também, às academias que proporcionaram qualidade ao meu treino, às empresas responsáveis pela minha suplementação, aos meus patrocinadores, aos meus alunos, minha família e a todos que me mandaram energias positivas.
JPE – Quais são as próximas competições que pretende participar?
NS – No momento, tenho programado participar do Campeonato Catarinense, em julho, com objetivo de defender meu título Campeã Catarinense Overall. Os próximos, ainda decidirei.

JPE – O que representa o fisiculturismo na sua vida?
NS – Eu o respiro 24 horas, é o meu estilo de vida. Sempre procuro me superar em todas as questões, afinal, ser uma fisiculturista é estar sempre se superando, seja naquela repetição a mais no treino, seja na dieta… Não me vejo de outra forma. Foi para isso que vim ao mundo, para estar em constante evolução. É isso que me motiva a levantar todas as manhãs.

JPE – O que podemos esperar da Noemi Santos, futuramente?
NS – Esperem uma Noemi, cada vez mais, se superando. Com mais “sede” e força para buscar seus sonhos. Hoje, ainda não tenho condições de participar de vários campeonatos internacionais, mas, se Deus quiser, futuramente, terei.

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