Organização e comprometimento
Uma das equipes mais tradicionais e vencedoras de nossa região, o Floresta vem se acostumando, novamente, com as vitórias, após um incômodo jejum de 13 anos. Para isso, investiu em um elenco comprometido com a causa e em um treinador com uma bagagem invejável.
Uma das equipes mais tradicionais e vencedoras de nossa região, o Floresta vem se acostumando, novamente, com as vitórias, após um incômodo jejum de 13 anos. Para isso, investiu em um elenco comprometido com a causa e em um treinador com uma bagagem invejável. E o resultado não poderia ser outro: desde que a competição regional foi retomada, em 2016, ninguém levantou a taça senão o time do Centro da cidade. E visando o terceiro caneco consecutivo, a receita será mantida para a competição desse ano.
Por isso, encerrando a série de entrevistas com dirigentes das equipes participantes da Copa Pomerode de Futebol Adulto Masculino, o Jornal de Pomerode conversou com Ivo Brehmer, diretor de futebol, sobre as perspectivas para as disputas, que iniciam no próximo sábado, dia 03 de março.
JP ESPORTE – Como lidar com a pressão de ser o time “a ser batido” na competição?
IVO BREHMER – Com tranquilidade, “pé no chão” e respeito aos adversários. Estamos analisando a movimentação das equipes e vemos que todas estão montando elencos muito competitivos. O Floresta tem uma equipe madura, já com uma base consolidada, ciente das suas limitações e de suas virtudes. Dessa maneira, vamos em busca das vitórias.
JPE – O Floresta vai manter a base do ano passado ou vai haver uma renovação para 2018?
IB – Vamos manter o maior número possível de atletas. Temos no elenco, hoje, 10 bicampeões, e outros quatro campeões. Trouxemos reforços pontuais para algumas carências, mas procuramos valorizar, sempre, aqueles que são comprometidos e valorizam a instituição.
JPE – Até que ponto os dois amistosos foram importantes para a formação do time?
IB – Foram importantes em todos sentidos, para as questões burocráticas da competição federada, para avaliações, testes e ajustes que o treinador achava necessários.
JPE – Durante 13 anos, houve um jejum de títulos no Campeonato da LPD. O que mudou com a chegada do técnico Djone Kammers e sua filosofia de trabalho?
IB – Mudou tudo. Além da vinda do Djone, o Floresta também mudou sua maneira de fazer o futebol. Passamos a apostar em atletas já identificados com o clube, outras promessas da cidade que, hoje, são realidade e, junto a isso, com ajuda fundamental do técnico, trouxemos novidades, como atletas já com experiência profissional, mas com “rodagem” no amador, o que nos deu uma mescla muito boa. Além, é claro, da questão direta do treinador, que tem sua maneira de trabalhar, com disciplina e regras, mas, ao mesmo tempo, sempre valorizando o bom ambiente e a união do grupo.
JPE – O que motiva a participação do Floresta no Campeonato da LPD?
IB – A tradição do futebol amador na nossa cidade, o nível do campeonato, a qualidade dos rivais, enfim, um clube grande numa competição grande e organizada. Essa é nossa motivação.
JPE – Para o Centro, qual a importância de se ter um time dentro da elite do futebol pomerodense?
IB – Acho muito importante, pois o Floresta é o único time do Centro e precisa estar à altura dessa responsabilidade. Pomerode ama futebol, e o centro da cidade, mais ainda.
JPE – Você é a favor do campeonato deste ano ser federado? Por quê?
IB – Sou a favor, pela segurança que nos dá, em termos de organização e regras. Porém, acho que a CBF e as Federações precisam criar uma realidade para nós, clubes amadores. Hoje, temos que nos adequar a regras e normas de clubes profissionais, o que se torna caro e trabalhoso, uma vez que todo o trabalho no amador é voluntário. As ligas amadoras deveriam se unir e criar uma realidade só delas. Quem sabe, no futuro.
JPE – O que o torcedor pode esperar da equipe para a Copa Pomerode?
IB – Uma equipe organizada, aguerrida, que gosta da bola, que joga sempre em busca das vitórias. São marcas do trabalho do nosso técnico, além de comprometimento e respeito com a instituição que, pra nós, é a base de tudo.