Esporte

Paixão em alta velocidade

O ano de 2017 foi muito especial para o administrador de empresas Cesar Arthur Ramthun. Afinal, foram três conquistas muito importantes dentro do automobilismo, juntamente com o piloto e primo, Felipe Mueller, na categoria RC4, considerada a mais forte dos carros 4×2.

18 de fevereiro de 2018

O ano de 2017 foi muito especial para o administrador de empresas Cesar Arthur Ramthun. Afinal, foram três conquistas muito importantes dentro do automobilismo. Juntamente com o piloto e primo, Felipe Mueller, ele ficou com o vice-campeonato Gaúcho, além de ter faturado os títulos de Campeão Paranaense e Campeão Brasileiro de Rally de Velocidade, na categoria RC4, considerada a mais forte dos carros 4×2.

 

TEMPORADA 2017 – Para Ramthun, o ano passado foi de muitos erros e aprendizagens no Rally. “Mesmo tendo acompanhado, por alguns anos, as provas de Rally, sentar ao lado de um piloto que disputa a categoria desde 2012 dá um certo ‘frio na barriga’, até pela responsabilidade. Imagine ‘cantar’ uma curva para o lado errado, esquecer de avisar sobre uma ponte ou algo do gênero e ocasionar um acidente. Tive muita ajuda de outros navegadores mais experientes. Inclusive, aqui em Pomerode, pude contar com as dicas do Beto Lange, que me ajudaram muito”.

Um fato marcante foi correr em Erechim (RS), na etapa do Sul-Americano, onde o navegador participou de um evento com pessoas de diferentes nacionalidades, entre eles, bolivianos, argentinos, uruguaios e paraguaios. “São pilotos que, inclusive, já participaram do WRC, o Campeonato Mundial de Rally. Outro destaque foi o Rally da Graciosa, o qual vencemos, na nossa categoria, a edição comemorativa de 50 anos da prova e ficamos campeões. Atualmente, é a única competição  da América Latina em asfalto”, destaca Ramthun.

Só que nem tudo foram “flores” na temporada. “Também tivemos um acidente na cidade de Rio Rufino (SC) em 2017, na última curva de uma Especial. Abusamos um pouco da velocidade e acabamos capotando, faltando 200m para a chegada. Mas, felizmente, foram só danos materiais”, conta.

 

PAIXÃO PELO AUTOMOBILISMO – Ramthun conta que tudo começou na sua infância, quando assistia, com a família, as provas de Fórmula 1, torcendo por Ayrton Senna. E isso se potencializou aos 13 anos de idade. “Naquela época, comecei a ir junto nas corridas de Velocidade na Terra, acompanhando o meu primo Rafael. Mas, como o intervalo entre uma e outra prova era muito grande, ele decidiu comprar um kart e me convidou para ser sócio. Depois de várias ‘brincadeiras’, fiz algumas provas internas, no kartódromo de Indaial, categoria 13HP. Cheguei a disputar provas com o Felipe e, posteriormente, acompanhei as provas de terra dele, com seu irmão Michel”, relata.

O fascínio do pomerodense pela corrida de carros vem da adrenalina que, somada às altas velocidades, gera certo medo, mas, também, muito prazer.

 

DESENVOLVIMENTO DO ESPORTE – O navegador ressalta que, se houvesse mais provas na região, como em anos anteriores, principalmente na cidade de Pomerode, a modalidade teria ainda mais visibilidade.

“No ano anterior, tínhamos uma etapa programada para acontecer no município, porém, por problemas de acerto entre a CBA (Confederação Brasileira de Automobilismo) e a Fauesc (Federação de Automobilismo do Estado de SC), a prova foi transferida para Rio Rufino e, no caso, foi válida para o ranking do Campeonato Paranaense.  Gostaria que tivéssemos mais provas na região”, enfatiza Ramthun. Ainda, segundo ele, este ano está confirmada uma etapa na cidade de São Bento do Sul.

 

2018 – E quem pensa que a “vibe” do administrador se resume à velocidade, está muito enganado. Afinal, neste ano, ele vai continuar navegando, mas em outro “piso”. “Vou trocar a terra pelo mar, pois tenho um Veleiro classe Laser. Eu já disputei diversas regatas e, no fim de janeiro, consegui o 2º lugar da categoria na Regata da Armação. Quanto ao Rally, talvez façamos apenas uma ou duas provas apenas, devido a novos projetos que estão por vir”, finaliza.

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