Título em dose dupla: Pomerode dominou os céus de Santa Catarina este ano
Pomerode, literalmente, alçou voos bem altos no ano de 2017. Isso porque nossa cidade não fez apenas um, mas sim, dois vencedores no Campeonato Catarinense de Parapente. Ou seja, em matéria de Voo Livre, estamos muito bem, obrigado!
Pomerode, literalmente, alçou voos bem altos no ano de 2017. Isso porque nossa cidade não fez apenas um, mas sim, dois vencedores no Campeonato Catarinense de Parapente. Ou seja, em matéria de Voo Livre, estamos muito bem, obrigado! Os donos da façanha foram Mark Eduard Behling (Categoria Open) e Gabriel Starke (Categoria Start). Após um ano de muitas aventuras e quilômetros percorridos, a última etapa do estadual foi realizada no fim de semana, na cidade de Rio dos Cedros.
“Esta é a competição estadual com mais tempo em atividade e sem interrupção, desde 1991. Neste ano, foram seis etapas, realizadas em Pomerode, Jaraguá do Sul, Rio do Sul, Santo Amaro da Imperatriz, Tangará e Rio dos Cedros. Conseguimos realizar nove provas, o que foi muito positivo, pois é muito difícil validá-las em nosso estado, que tem uma condição climática instável. De qualquer maneira, foi um ano muito bom”, destaca Behling, que já havia sido campeão nos anos de 2011 e 2012.
A competição consiste num percurso determinado por uma comissão de pilotos, que analisam as previsões e escolhem alguns pontos, entre uma lista de coordenadas, que são inseridas no GPS dos pilotos. Todos decolam e, após um horário também preestabelecido, é dada a largada no ar. “Basicamente, é uma corrida, onde está em jogo 1.000 pontos por prova. No final da temporada, somam-se os resultados, descartam-se as piores notas e, quem fizer a maior pontuação, é o campeão”, ressalta o pomerodense, que alcançou 5.172 pontos, mais de 500 à frente do segundo colocado. “Neste ano, meus melhores resultados foram em Rio do Sul, onde fui campeão da etapa, e em Santo Amaro da Imperatriz, quando fiquei na segunda colocação. Mas, o que conta no final é a regularidade e isso foi o grande diferencial, pois sempre consegui chegar entre os primeiros”, acrescenta.
Já Gabriel Starke conseguiu a primeira colocação na Categoria Start (Iniciantes) no seu segundo ano de circuito, ao somar 2.521 pontos, contra 2.394 do segundo colocado.
Para Behling, houve muitos momentos marcantes, mas um deles ficará por muito tempo na memória. “Foi a chegada da última prova. Estávamos voando baixo, mais ou menos uns 450 metros do chão e precisávamos percorrer uns seis quilômetros pra chegar ao ‘gol’ (meta), quando o Douglas Dallabona, de Timbó, arriscou e saiu acelerando baixo mesmo. Neste momento, todos os outros seis pilotos tiveram que pensar rápido: continuar subindo e garantir a chegada, ou arriscar junto para, se chegar, fazer uma pontuação mais alta. Todos arriscaram, sem pestanejar, e acabou dando certo, chegando praticamente juntos no ‘gol’, muito baixo, na altura dos eucaliptos. Foi muito emocionante, quase nem respirávamos”, relata o piloto pomerodense.
Para ele, os títulos deste ano não são surpreendentes, uma vez que a cidade sempre foi um celeiro de bons pilotos dentro do Voo Livre. “Isso se deve às ótimas opções de decolagem na nossa região, e por termos boas condições climáticas para treinamento. Este é o meu tricampeonato, mas vale lembrar dos campeões antes de mim, como o Hans Peder Behling e o Erich Sprung, além do Gabriel Starke, que no seu segundo ano participando do circuito, já ficou campeão em sua categoria. Com certeza, novos campeões sairão do Clube Pomerano de Parapente”, prevê.
Por isso, as atenções já estão voltadas para o próximo ano. “A competição já começa em Pomerode, no fim de janeiro, em data ainda a confirmar. As perspectivas são de um campeonato muito mais disputado, pois teremos bons pilotos que já tinham parado de competir e que estão retornando, como é o caso dos campeões Ricardinho Moritz e Everton Secco, ambos de Florianópolis, além da nova geração, como o próprio Gabriel Starke, o Caio Buzzarello e o Lucas Ribas, de Jaraguá do Sul, entre outros, que estão se dedicando bastante. Com certeza, será um campeonato muito difícil e bastante disputado”, finaliza o campeão catarinense.