PAIF: entenda como funciona o acompanhamento de famílias pelo CRAS de Pomerode
Serviço oferece acompanhamento continuado para fortalecer vínculos, ampliar o acesso a direitos e apoiar famílias em situação de vulnerabilidade social.
Foto: Divulgação/PMP
O Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF) é uma das principais ofertas do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) e integra a Proteção Social Básica do Sistema Único de Assistência Social (SUAS).
O serviço acompanha famílias que necessitam de apoio continuado para enfrentar situações de vulnerabilidade, fortalecer vínculos familiares e comunitários, ampliar o acesso a direitos e desenvolver maior autonomia.
O trabalho considera a realidade, a história e as possibilidades de cada família e busca atuar antes que determinadas dificuldades se agravem.
O que o PAIF busca fortalecer
Entre os principais objetivos do serviço estão:
- Fortalecer a capacidade protetiva da família, respeitando sua organização, sua história e suas possibilidades;
- Prevenir a ruptura de vínculos familiares e comunitários;
- Promover o acesso a direitos sociais, serviços, benefícios e oportunidades;
- Contribuir para a superação de vulnerabilidades que comprometem a convivência e a proteção familiar;
- Ampliar a autonomia das famílias e sua capacidade de tomar decisões;
- Fortalecer redes de apoio familiares, comunitárias e institucionais;
- Prevenir situações de negligência, violência, isolamento social e outras violações, dentro das atribuições da Proteção Social Básica;
- Promover o acesso à informação e à participação social.
O PAIF não busca apenas responder a uma necessidade pontual, mas acompanhar famílias que precisam de apoio ao longo do tempo.
Como uma família chega ao acompanhamento
O acesso pode acontecer por procura espontânea diretamente no CRAS, localizado na Rua Karl Guenther, 263, Centro, por meio de busca ativa realizada pela equipe, identificação durante atendimentos, encaminhamentos de outros serviços da rede ou a partir de necessidades observadas em famílias que já participam de outras ofertas da Proteção Social Básica.
O encaminhamento, por si só, não significa que a família será automaticamente inserida no acompanhamento.
Cabe à equipe do CRAS realizar o acolhimento, compreender a situação apresentada e avaliar qual resposta socioassistencial é mais adequada para cada caso.
Quando o acompanhamento pode ser indicado
A principal referência para a inclusão de uma família no PAIF é a existência de necessidades que demandem um trabalho social continuado, e não apenas uma resposta pontual.
Entre os exemplos estão:
Fragilização dos vínculos familiares e comunitários
Conflitos frequentes entre pais e filhos, dificuldades de comunicação, distanciamento afetivo, isolamento social, fragilidade nas relações de cuidado ou ausência de apoio para enfrentar dificuldades familiares.
Vulnerabilidade socioeconômica associada a outras necessidades
Desemprego, renda insuficiente, insegurança alimentar e dificuldade de acesso a serviços, principalmente quando essas condições aparecem junto de outras vulnerabilidades e exigem acompanhamento continuado.
Dificuldades no exercício da função protetiva
Sobrecarga de cuidadores, ausência de rede de apoio, dificuldades na organização dos cuidados, conflitos relacionados à parentalidade ou necessidade de fortalecer a proteção de crianças, adolescentes, pessoas idosas ou pessoas com deficiência.
Necessidade de prevenir agravamentos
Famílias que enfrentam dificuldades persistentes e que, sem apoio, podem apresentar maior fragilização dos vínculos, isolamento, redução da capacidade de proteção ou agravamento das vulnerabilidades.
Fragilidade no acesso a direitos e à rede de proteção
Famílias que precisam de apoio continuado para acessar políticas públicas, organizar uma rede de suporte, compreender seus direitos ou superar barreiras que afetam suas condições de vida e proteção.
Cada situação é analisada pela equipe do CRAS. Esses exemplos podem indicar a necessidade de atenção, mas não determinam automaticamente a inclusão no PAIF.
Renda não é o único critério
A renda familiar é um dos aspectos que podem ser considerados, mas não deve ser utilizada como único critério para definir quem pode ou não ser acompanhado.
Uma família com renda acima de determinado limite também pode enfrentar fragilização de vínculos, sobrecarga de cuidados, isolamento ou outras situações de vulnerabilidade que justifiquem o acompanhamento.
Quem pode ter prioridade
O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) indica como prioritárias as famílias em situação de vulnerabilidade social, incluindo aquelas que atendem aos critérios de programas de transferência de renda e benefícios assistenciais, além de famílias com pessoas idosas ou com deficiência que vivenciam situações de fragilidade.
Na organização dos atendimentos, o CRAS também pode considerar:
- Famílias beneficiárias que enfrentam vulnerabilidades que exigem acompanhamento;
- Famílias com crianças, adolescentes ou pessoas idosas cujas necessidades de cuidado estejam comprometidas pela falta de suporte;
- Famílias com pessoas com deficiência e sobrecarga dos cuidadores;
- Famílias com vínculos fragilizados, isolamento ou ausência de rede de apoio;
- Famílias com dificuldades persistentes de acesso a direitos e serviços públicos;
- Famílias que apresentam múltiplas vulnerabilidades e necessitam de intervenções articuladas.
Ter prioridade não significa inclusão automática no acompanhamento. A equipe avalia as necessidades concretas de cada família e verifica se o PAIF é o serviço mais adequado.
Serviço – PAIF
O quê: Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF)
Onde: CRAS – Rua Karl Guenther, 263, Centro
Horário: de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 11h30 e das 13h às 17h
Informações: Presencialmente no CRAS