Aos 20 anos, Kimi Antonelli conquista o título da Fórmula 1 e se torna o mais jovem campeão mundial da história
Fã de Ayrton Senna, o piloto italiano se tornou campeão mundial com quatro provas de antecedência
Foto; Divulgação / Mercedes
A Fórmula 1, principal categoria do automobilismo mundial, teve um momento histórico neste domingo, 1º de novembro. No Grande Prêmio do México, o italiano Andrea Kimi Antonelli escreveu seu nome da história da categoria ao se tornar o mais jovem campeão mundial da Fórmula 1, com apenas 20 anos de idade.
Seu primeiro título veio após o terceiro lugar no GP do México e também encerrou o jejum de 73 anos da Itália sem um campeão mundial na categoria. A corrida foi vencida por Max Verstappen, com Lewis Hamilton na segunda colocação.
Para ser campeão no México – com quatro provas de antecedência – Antonelli precisava apenas de um nono lugar na corrida, sem depender dos resultados de George Russel e Lewis Hamilton, segundo e terceiro colocados na classificação geral da Fórmula 1 entre os pilotos.
Esta é apenas a segunda temporada de Antonelli na Fórmula 1. O piloto da Mercedes conquistou 380 pontos até o momento, e tem uma vantagem de 119 pontos sobre o novo vice-líder, Max Verstappen. Como só restam 100 pontos em disputa até o fim do campeonato em 2026, o título já é do italiano.
No GP do México, o piloto brasileiro Gabriel Bortoleto quebrou um jejum de oito corridas sem pontuar. Após largar em 13º, ele terminou a corrida na 11ª posição, mas ganhou mais três colocações devido a punições dadas aos pilotos Oscar Piastri, Franco Colapinto e Pierre Gasly após o término da corrida. Bortoleto então herdou a oitava colocação e conquistou quatro pontos.
Fã de Senna e o terceiro italiano a ser campeão mundial
Andrea Kimi Antonelli nasceu em Bolonha e chegou ao título mundial com 20 anos, dois meses e sete dias de idade. O piloto da Mercedes se une a Alberto Ascari – bicampeão com a Ferrari em 1952 e 1953 – e Giuseppe Farina – primeiro campeão da Fórmula 1 em 1950 – como os três italianos a conquistarem títulos na categoria.
Kimi Antonelli também se tornou o terceiro vencedor com a maior antecedência da categoria, ficando atrás apenas de Nigel Mansell (que se sagrou campeão com cinco provas faltando, em 1992) e Michael Schumacher, que venceu faltando seis etapas, em 2002.
O jovem italiano iniciou a carreira no kart, com apenas cinco anos de idade, e com 13 passou a fazer parte do programa de desenvolvimento de pilotos da Mercedes – equipe pela qual compete atualmente e com a qual chegou ao título mundial.
Antonelli tem como ídolo o brasileiro Ayrton Senna e já declarou diversas vezes que tem o brasileiro como inspiração. O número do carro do italiano, inclusive, é o 12, em homenagem ao ídolo brasileiro.
Em uma entrevista antes do Grande Prêmio de São Paulo em 2025, Kimi declarou como como começou sua admiração por Ayrton Senna. “Quando eu era pequeno, meu pai e eu víamos muitos DVDs de corridas antigas de F1, dos anos 1990 até os 2000, e Ayrton sempre se destacava entre todos. Não apenas pelo piloto que era, mas também pela personalidade, dentro e fora da pista. Ele virou minha inspiração. Claro que eu adoraria tê-lo visto correr ao vivo, mas, mesmo assistindo só pelos vídeos e DVDs, acabei me tornando muito apaixonado por ele”.
Em entrevista coletiva após o GP do México, em que se sagrou campeão mundial, Antonelli foi perguntado sobre uma possível homenagem ao ídolo na próxima corrida, o GP de São Paulo, e confirmou que usará um capacete especial em referência ao piloto brasileiro.
“Vou usar um capacete especial no Brasil, em homenagem ao Ayrton [Senna]. Inclusive, completam 35 anos desde a vitória especial dele, aquela em que correu usando apenas a sexta marcha, diante da torcida em casa. Também por isso, utilizarei um capacete em homenagem ao Brasil e ao Ayrton. Acho que é um dos melhores capacetes que já criei. Espero que todos vocês gostem”, afirmou.