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Com inspiração no S do Senna, troféu da Fórmula 1 é fabricado em Santa Catarina

Produzida por uma empresa de Joinville, peça de titânio pesa 5,7 quilos e reúne referências aos motores V10, ao S do Senna e à bandeirada final

28 de outubro de 2026

Foto: Divulgação/Btomec Ferramentaria

Uma empresa de Joinville, no Norte de Santa Catarina, está por trás de uma peça que ganhará destaque no pódio da Fórmula 1. O troféu que será entregue ao vencedor do Grande Prêmio de São Paulo, no dia 8 de novembro, no Autódromo de Interlagos, foi fabricado pela indústria catarinense Btomec Ferramentaria e Usinagem de Precisão.

Produzido em titânio, o troféu tem 55 centímetros de altura e pesa 5,7 quilos. A peça foi apresentada oficialmente em 20 de outubro e combina tecnologia de fabricação avançada com referências à história do automobilismo e a elementos que remetem ao Brasil e ao circuito paulista.

A produção foi realizada em parceria com o estúdio Secret Weapon, responsável pelo conceito visual do troféu, com participação dos designers Fábio Castellotti, Fernando Lambiasi e Gabriel Scholab.

Troféu da Fórmula 1 homenageia motores clássicos e o S do Senna

O principal elemento de inspiração para o design são os coletores de escapamento dos antigos motores V10 da Fórmula 1, conhecidos pelo ronco característico que marcou uma época da categoria e permanece na memória dos fãs.

Foto: Divulgação/Btomec Ferramentaria

A estrutura é formada por cinco tubos que se unem em um conjunto de curvas. O desenho também incorpora referências visuais ao circuito de Interlagos, incluindo o famoso S do Senna, uma das curvas mais emblemáticas do automobilismo brasileiro.

Dependendo do ângulo de observação, as linhas do troféu remetem ainda ao movimento da bandeira quadriculada, símbolo da chegada ao fim de uma corrida. A silhueta do mapa do Brasil também aparece no desenho, revelada conforme a peça é girada.

A base segue a proposta visual, com formato inspirado nas zebras de pista e gravações em tons que remetem às cores da bandeira brasileira.

Segundo Fábio Castellotti, designer responsável pela criação, a escolha dos motores V10 tem uma relação direta com a identidade sonora da categoria.

Foto: Divulgação/GP São Paulo

Para ele, o som desses motores representa uma espécie de marca musical da Fórmula 1, capaz de atravessar gerações e continuar associado ao esporte.

Fabricação utilizou impressão 3D em titânio

A produção do troféu exigiu tecnologia de precisão e diferentes etapas de acabamento. A Btomec utilizou a impressão 3D em metal, por meio da tecnologia SLM, sigla em inglês para fusão seletiva a laser.

Nesse processo, partículas de pó metálico são fundidas por um laser de alta potência, camada por camada, até formar uma estrutura sólida. No caso do troféu, o material utilizado foi o titânio, processado em uma atmosfera de argônio.

Foto: Divulgação

Depois da impressão, a peça passou por eletroerosão a fio, técnica empregada para realizar cortes precisos no metal. Os suportes utilizados durante a fabricação foram removidos manualmente, e o troféu recebeu eletropolimento para alcançar o acabamento brilhante.

A etapa final foi a montagem da peça.

De acordo com Castellotti, o convite para desenvolver o troféu foi feito em 2025. A escolha da empresa catarinense está relacionada à sua experiência na fabricação de componentes de titânio e inconel, materiais utilizados em projetos de alta complexidade, incluindo aplicações em carros esportivos e superesportivos.

Empresa de Joinville destaca orgulho de participar da Fórmula 1

Para Wiland Tiergarten Júnior, diretor de operações da Btomec, participar de um projeto ligado à principal categoria do automobilismo mundial representa um marco para a equipe.

Foto: Divulgação/GP São Paulo

O diretor destacou a importância da oportunidade e atribuiu o resultado ao trabalho coletivo dos profissionais envolvidos e à estrutura tecnológica da indústria.

Ele também ressaltou o orgulho de ver uma peça fabricada em Joinville chegar ao pódio de uma competição acompanhada mundialmente.

A expectativa é que o troféu ganhe destaque na cerimônia de premiação do Grande Prêmio de São Paulo, marcada para 8 de novembro, quando o vencedor da corrida terá a oportunidade de erguer a peça desenvolvida em Santa Catarina.

Foto: Divulgação/GP São Paulo

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