Pomerodense percorre 60 km em peregrinação até o Santuário de Santa Paulina ao lado da mãe
Patrícia Milnitz participou da 11ª edição da peregrinação, que reuniu 160 pessoas em uma caminhada de dois dias entre Blumenau e Nova Trento
Foto: Arquivo Pessoal
Na manhã deste domingo, 27 de setembro, uma pomerodense concluiu uma jornada de aproximadamente 60 quilômetros marcada por fé, superação e renovação espiritual.
Patrícia Milnitz participou da 11ª edição da Peregrinação dos Peregrinos da Graça, grupo de Blumenau, com destino ao Santuário de Santa Paulina, em Nova Trento. E ela não fez o percurso sozinha. Ao lado dela estava a mãe, Rosali Struck Milnitz, de 66 anos.
A caminhada foi realizada em dois dias, com cerca de 30 quilômetros percorridos a cada dia. O trajeto passou por Blumenau, Gaspar, Guabiruba, Brusque e Nova Trento, reunindo 160 participantes, o maior número registrado pela organização desde o início da peregrinação.
Para Patrícia, a decisão de participar veio após um período difícil vivido no início deste ano, marcado pela morte do companheiro, Eduardo Henrique Drews.
“Eu sempre tive vontade de fazer alguma peregrinação, mas nunca tinha dado certo até hoje. Então, no início desse ano, passei por um momento muito difícil na minha vida, a morte do meu companheiro, Eduardo Henrique Drews, que mudou drasticamente a minha vida, a minha forma de pensar, e decidi que precisava fazer algo para renovar a minha fé”, conta.
Segundo ela, a peregrinação representa muito mais do que o desafio físico. O percurso também é visto pelos participantes como um momento de reflexão, conversão, penitência e busca por renovação espiritual.
Foi nesse contexto que Patrícia conheceu o grupo Peregrinos da Graça, de Blumenau, e decidiu se inscrever na caminhada.
Apesar de já ter uma rotina ligada à atividade física, como instrutora de Pilates e praticante de corrida, musculação e treino funcional, ela conta que os 60 quilômetros foram um grande desafio.
“Eu achei que seria fácil para mim, mas não foi. Foi muito difícil, muitas horas seguidas sem parar. O trajeto tem muitos morros, muitas subidas, e o calor e o sol desse final de semana dificultaram ainda mais”, relata.
A presença da mãe tornou a experiência ainda mais especial. Aos 66 anos, Rosali topou acompanhar a filha durante a peregrinação e também encarou os desafios do percurso.
Ao longo dos dois dias, os participantes contaram com uma estrutura de apoio oferecida pela organização, com pontos para descanso e hidratação, além de água, isotônico, frutas, sanduíches e chocolates. Carros de apoio também acompanharam o grupo para auxiliar quem precisasse interromper ou reduzir o ritmo da caminhada.
Para Patrícia, um dos momentos mais marcantes aconteceu quando o grupo se aproximava do destino.
“Quando íamos chegando mais perto do Santuário e víamos as placas indicando a quilometragem que faltava, a emoção e a alegria iam tomando conta. Era a sensação de dever cumprido, de ‘eu consegui’”, conta.
Além do desafio individual, Patrícia destaca as histórias compartilhadas durante o caminho. Cada participante chegou à peregrinação com um propósito diferente, seja por uma promessa, pela fé ou pela busca de um momento de reflexão.
“É muito bonito de ver. É um grupo muito unido e a organização é excelente. Alguns precisam da ajuda dos carros de apoio, alguns chegam ao final mesmo se arrastando, mas todos têm uma história e um propósito”, afirma.
Ao chegar ao Santuário de Santa Paulina, em Nova Trento, os peregrinos foram recebidos com uma missa e uma bênção especial. Em um dos momentos que mais emocionaram Patrícia, o grupo foi convidado pelo padre a conduzir a imagem de Santa Paulina até o altar.
“Foi muito emocionante, muito bonito”, lembra.
A peregrinação, que começou há 11 anos a partir da iniciativa de dois amigos de Blumenau que fizeram uma promessa e decidiram realizar o caminho, foi crescendo ao longo dos anos. Amigos passaram a pedir para participar e, desde então, o grupo aumentou a cada edição.
Neste ano, 160 pessoas participaram da caminhada, tornando a 11ª edição a maior já realizada.
Para Patrícia, a experiência deixou mais do que o cansaço físico. Ela afirma que gostou tanto da caminhada que já aguarda a abertura das inscrições para a próxima edição.
“Foi uma experiência única. Gostei muito de participar e já estou aguardando abrirem as inscrições para o ano que vem”, finaliza.








