Governo Federal proíbe safra da tainha; Governo de SC vai entrar na justiça para tentar reverter situação
Prefeituras de cidades do Litoral de Santa Catarina, que realizam a pesca de tainhas, se manifestaram por meio de notas oficiais
Governo Federal proíbe safra da tainha; Governo de SC vai entrar na justiça para tentar reverter situação - Foto: Reprodução/Ricardo Wolffenbüttel/SECOM
O Ministério da Pesca e Agricultura (MPA), do Governo Federal, proibiu neste domingo, 07 de junho, a pesca da tainha na modalidade arrasto de praia. A medida foi sancionada, conforme o MPA, para “evitar o excedente da cota de captura estabelecida para a modalidade, considerando que o limite coletivo atingiu 90% da cota autorizada para a temporada”.
Maior polo pesqueiro do Brasil, o Governo de Santa Catarina deve ir à justiça e tentar reverter esta situação, conforme divulgação exclusiva do Portal ND+. O Governo do Estado afirmou que existe uma preocupação com esta decisão do Ministério, já que a safra de tainhas é uma “atividade cultural e financeira dos pescadores de Santa Catarina”.
Diversas prefeituras de cidades do Litoral de Santa Catarina, que realizam a pesca de tainhas, se manifestaram por meio de notas oficiais:
Florianópolis
“A medida decorre do sistema de cotas estabelecido pela União para a safra de 2026, que prevê o encerramento da atividade quando atingido 90% do limite autorizado para a modalidade. Com a decisão, os pescadores que ainda estão pescando na modalidade têm até 24 horas descarregar as embarcações. A pesca artesanal da tainha é muito mais do que uma atividade econômica para Florianópolis. Trata-se de uma tradição centenária, parte da identidade cultural da cidade, responsável por movimentar a economia local, gerar renda para cerca de 5 mil famílias e preservar costumes que atravessam gerações”.
Balneário Camboriú
“O Governo Municipal compreende as implicações ambientais que motivam o sistema de cotas de captura. Mas lamenta a interrupção intempestiva da pescaria em uma safra que vinha apresentando números bastante positivos, e beneficiando centenas de famílias que vivem da atividade. A pesca artesanal da tainha não é apenas uma atividade econômica em Balneário Camboriú – é tradição, é cultura, é história. A suspensão deixará, a partir desta segunda-feira (8), centenas de pescadores sem o ganha-pão, e nos traz reflexões sobre o risco de apagamento de uma atividade que faz parte das nossas raízes”.
Reunião de emergência
Considerando que a safra de tainhas representa uma importante parte na economia catarinense, o vice-presidente da APAPSC (Associação dos Pescadores de Arrasto de Praia de Santa Catarina), José Henrique Francisco dos Santos afirmou que foi solicitado uma reunião de emergência do do Grupo Técnico de Trabalho da Pesca da Tainha, para que possa ser vista a possibilidade do remanejamento da cota entre as modalidades.
Fonte: ND Mais