Saúde

Anvisa aprova primeiro medicamento genérico com dapagliflozina e metformina para tratamento do diabetes tipo 2

Novo medicamento genérico registrado nesta segunda-feira (25) é equivalente ao Xigduo XR e pode ampliar o acesso ao tratamento de pacientes com diabetes mellitus tipo 2

25 de maio de 2026

Foto: Divulgação

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu nesta segunda-feira, dia 25 de maio, o registro do primeiro medicamento genérico que combina dapagliflozina e cloridrato de metformina, indicado para o tratamento de pacientes adultos com diabetes mellitus tipo 2.

O novo produto, fabricado pela Eurofarma, é equivalente ao medicamento de referência Xigduo XR e reúne dois princípios ativos que atuam no controle da glicose no sangue.

De acordo com a Anvisa, a dapagliflozina age bloqueando a proteína responsável pela reabsorção de glicose nos rins, permitindo que o açúcar seja eliminado pela urina. Já o cloridrato de metformina atua reduzindo a produção de glicose no fígado, diminuindo sua absorção no intestino e melhorando a sensibilidade do organismo à insulina.

A aprovação do genérico é considerada um avanço importante para os pacientes, especialmente porque esse tipo de medicamento costuma ter preços mais acessíveis, mantendo os mesmos padrões de qualidade, segurança e eficácia exigidos para o medicamento de referência.

Com a chegada do novo produto ao mercado, a expectativa é de que o acesso ao tratamento seja ampliado, principalmente para pessoas que dependem do uso contínuo da medicação para o controle da doença.

Segundo a Anvisa, como ocorre com todos os medicamentos genéricos aprovados no país, o novo produto passou por avaliação técnica rigorosa, que comprovou sua equivalência terapêutica em relação ao medicamento de referência.

A Lei dos Genéricos (Lei 9.787/1999) determina que os medicamentos genéricos comercializados no Brasil devem ser, no mínimo, 35% mais baratos do que os medicamentos de referência, o que pode representar uma alternativa de menor custo para os pacientes em tratamento.

Fonte: Agência Nacional de Vigilância Sanitária

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